É possível alugar um imóvel sem fiador? Entenda como funciona

Atualmente, é possível fechar a locação de um imóvel em menos de 24 horas.


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Foto: Reprodução / Shutterstoc

Quando uma pessoa está observando o mercado para alugar um imóvel, um dos principais empecilhos para a concretização do negócio é a exigência de fiador. Hoje em dia, porém, os locadores e imobiliárias têm outros meios de garantir a segurança em uma eventual pendência de pendência de pagamento.

“Antigamente, se usava muito o fiador. As pessoas já vinham com a ideia de que precisaria de um fiador. Hoje, a gente trabalha com quatro modalidades de locação: o fiador, o titulo de capitalização, o seguro fiança e o CredPago. Então nós temos opões para os clientes”, destaca Amanda Rhod Rocha, gerente de locação da Pedó Imóveis.


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Amanda Rhod Rocha, gerente de locação da Pedó Imóveis (Foto: Tiago Silva)

Conforme ela, no CredPago, o ‘fiador’ é o próprio cartão de crédito do cliente, que precisa ter o limite de até 4 vezes o valor do aluguel para ser aprovado. Por sua vez, o seguro fiança é oportunizado por meio de uma seguradora, em contrapartida de uma taxa de administração. Já o título de capitalização, comercializado por empresas de capitalização, é uma modalidade de título criada para dar garantias aos contratos de locação.

Amanda destaca que essas novas modalidades agilizam o processo de locação. “Em menos de 24 horas a gente já tem capacidade de fazer uma vistoria. Se o cliente trouxer a documentação no momento, eu já consigo encaminhar o vistoriador para fazer a vistoria, e a gente já consegue formalizar a locação em menos de 24 horas, em 10 ou 12 horas.”

O sócio-proprietário da Pedó Imóveis, Mateus Pedó, destaca que “a gente procura ter essa agilidade para poder prestar um melhor serviço para o locatário, que geralmente tem pressa e precisa ocupar o imóvel logo”.

Preço do aluguel

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), utilizado como referência para a correção de valores de contratos como os de aluguel de imóveis, já acumula alta de 14,4% no ano e de 17,94% em 12 meses, bem acima do índice de inflação oficial do país.

Na região, a gerente de locação da Pedó Imóveis diz que o impacto não foi tão significativo, e os clientes buscaram imóveis mais em conta em momento de pandemia.

Sócio-proprietário da Pedó Imóveis, Mateus Pedó (Foto: Tiago Silva)

Conforme explica o sócio-proprietário, o IGP-M ajusta os contratos já celebrados. Dessa forma, a imobiliária indica que tanto o cliente quanto o locador tenham bom senso ao sentarem para discutir o valor dos reajustes contratuais. “Os boletos estão sendo feitos agora. Então, tem muita gente que não sentiu ainda”, percebe Mateus Pedó, sobre a alta do índice.

O empresário avalia que o IGP-M em alta é reflexo de um movimento do governo de baixar a taxa Selic, que é a taxa básica de juros do país. Dessa forma, pondera, quem tinha dinheiro guardado na poupança opta por outras formas mais rentáveis como bolsa de valores ou aluguel de imóveis. Apesar de rendimentos menores, a locação é um meio mais seguro do que os mercados de capitais.

“Todo esse dinheiro no mercado, que está vindo das pessoas que investiam na poupança, na renda fixa, tem ajudado inclusive a aumentar esses índices como o IGP-M”, analisa.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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