Ele foi o candidato a vereador mais votado em Imigrante, mas não foi eleito

Luciano Carminatti (PDT) recebeu 161 votos, mas por uma questão eleitoral não assume a vaga.


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Luciano  Carminatti recebeu 161 votos (Foto: Caroline Silva)

“Eleito pelo povo mas não pela lei eleitoral”. É esta a frase que está na publicação mais recente no perfil do facebook do agricultador e candidato a vereador em Imigrante, Luciano Carminatti (PDT). Ele recebeu 161 votos dos eleitores, sendo o mais votado entre todos os candidatos, mas por uma questão eleitoral não pode assumir uma das nove cadeiras no legislativo.


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Neste pleito eram 35 candidatos a vereador no município, e ele reconhece que foi uma votação expressiva e gratificante. “A gente sabia desde o começo da caminhada que o PDT, por ter uma nominata pequena para o pleito, podíamos ter dificuldades, mas trabalhamos bastante, foi uma campanha limpa, de casa em casa, e até não esperava conseguir ser o mais votado de Imigrante”, diz.

Luciano conta que muitas pessoas o param na rua e o questionam sobre motivo de não ter sido eleito, já que o candidato que ocupou a última cadeira fez 65 votos. “As pessoas perguntam por que eu não assumo uma vaga, se fui o mais votado. Sempre digo que fui eleito pelo povo, mas não pela atual legislação. De certa forma me sinto frustrado, e também os eleitores que votaram em mim”, comenta.

Carminatti, que já concorreu a vice-prefeito de Imigrante por duas vezes, diz que embora seja cedo, não descarta a possibilidade de voltar a participar do próximo pleito. “Neste ano pensava em lançar uma candidatura a prefeito. É muito cedo, mas o PDT vai continuar trabalhando, e futuramente, quem sabe, eu volte a concorrer a um cargo na política”, destaca.

Entenda

Os vereadores são eleitos com base no número total de quociente eleitoral que seu partido conseguiu obter na Câmara Municipal, bem como com base no seus votos em relação aos outros candidatos dentro de seu partido.

Neste caso, é a divisão do número total de votos válidos no município, pelo número de vagas disponíveis na câmara. Para conquistar uma vaga o partido precisa ter alcançado o quociente eleitoral, sendo que a cada quociente eleitoral um vereador da sigla será eleito, sempre respeitando a ordem de votação

Por exemplo, em uma cidade que teve 100 mil votos válidos com 10 vagas para vereador na câmara municipal, o quociente eleitoral é de 10 mil votos. Para que um partido consiga eleger um vereador ele precisa de 10 mil votos.

Assim, se um candidato fez 9,9 mil votos e foi o mais votado, mas seu partido não fez mais nenhum voto, ele não atingiu o quociente eleitoral de 10 mil, neste caso. Por isso, o partido não teve direito a uma cadeira na câmara e, portanto, o vereador não será eleito.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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