“Ele não sentiu nada ao cometer esta atrocidade. Essas pessoas são frias”, diz psiquiatra a respeito do homem que matou menina de 5 anos

Laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP) vai ser o norte para a definição de pena a ser cumprida


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Em entrevista ao programa Operação Conjunta, da Rádio Independente, na última quinta-feira (9), a médica psiquiatra Aline Machado Oliveira foi enfática ao falar sobre a personalidade de psicopatas que cometem crimes, como foi o do homem, de 35 anos, suspeito de matar a menina Ágatha Rodrigues dos Santos, de 5 anos, no sábado (4), próximo à margem do Rio Taquari, em Lajeado. “Ele não sentiu nada ao cometer esta atrocidade. Essas pessoas são frias, não sentem empatia. Ele não sentiu nada ao cometer esta atrocidade. São capazes de cometer os crimes mais brutais”, afirma.

Conforme a médica, criminosos que apresentam sintomas de transtorno de personalidade antissocial têm satisfação por ter cometido um crime. Seja com pessoas conhecidas ou até familiares. “Essas pessoas sabem fingir. Elas fingem que aceitam as regras da sociedade, mas se em um momento da vida tiver que cometer o crime, vão cometer”, diz.

SAIBA MAIS

Identificação

Segundo Aline, identificar essas pessoas e as prováveis atitudes delas é muito difícil, inclusive para os profissionais da saúde. Portanto, a principal recomendação é vigiar os filhos, sempre. “O psicopata nasce com uma tendência genética. Ele é influenciado pelo ambiente em que convive. Isto contribui para as suas atitudes”, comenta a médica.

A punição

A forma de agir e o que realmente fez com a criança vai definir a punição do suspeito. O laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP) é a prova técnica de maior importância dentro do inquérito. Se o crime for considerado somente estupro doloso, com resultado culposo por morte, a pena pode chegar até 30 anos, somando ainda com a pena por ocultação de cadáver.

Se o laudo demonstrar que a vítima foi arremessada nas águas ainda com vida, são considerados dois fatos. “O primeiro fato: estupro de vulnerável, descrito no artigo 217-A. E o segundo fato: a questão do homicídio qualificado, que impossibilitou a defesa da vítima, além do meio indicioso cruel que foi o afogamento”, esclarece. A pena do estupro de vulnerável pode variar de 8 a 15 anos de reclusão. Partindo do pressuposto que a morte for considerada dolosa, soma-se de 12 a 30 anos por homicídio.

Texto: Cícero Copello
Am950@independente.com.br

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