“Ele se preocupava com a vida da gente”: Funcionários falam sobre Oswaldo Carlos van Leeuwen

O homem que transformou a comunicação no Vale do Taquari se despede nesta segunda-feira, e funcionários lembram do lado humano do empresário


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Editora de cadernos do O Informativo, Gigliola Casagrande, e Seu Oswaldo (Foto: Lidiane Mallmann)

O homem que transformou a comunicação no Vale do Taquari. Essa frase talvez resuma a vida profissional de Oswaldo Carlos van Leeuwen. Mas para os profissionais que trabalhavam mais tempo com Seu Oswaldo, um outro conceito se repete a cada declaração difícil amanhã de 19 de abril de 2021, dia que nos deixou: a lembrança do seu lado humano, e do seu lado quase paternal com aqueles que trabalharam com ele por mais tempo.


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“Claro que para mim é como se fosse um pai, um grande visionário, um homem à frente do seu tempo, mas algo que me marca é que ele não fechava a porta para ninguém, poderia ser um grande empresário ou governador do Estado, ou um assinante de algum bairro distante, ele sempre atendia com a mesma disposição”, conta Helena Baségio, primeira jornalista esportiva mulher do interior do Estado, que ganhou essa condição graças à oportunidade dada por Seu Oswaldo, e que segue trabalhando no jornal o Informativo do Vale há 39 anos. 

Sala de Oswaldo Carlos na sede se sua empresa (Foto: Júlio César Lenhard)

Na manhã desta segunda-feira (19), a sede do jornal O Informativo do Vale, fundado em 1970 por Oswaldo Carlos, estava com clima triste e um silêncio ensurdecedor. Fomos recebidos por Gigliola Casagrande, que trabalha na empresa desde 1994, e tem um empresário como alguém próximo a um pai.

O que chamava a atenção quando circulamos pelos históricos corredores da sede é que mesmo os funcionários mais novos, e que poucas vezes cruzaram com Oswaldo Carlos, já que há cerca de dois anos praticamente não conseguia comparecer pessoalmente à empresa, estavam claramente comovidos com a partida do fundador de um dos diários mais antigos da região. “A empresa era menor, éramos todos uma grande família, então pessoas que trabalham há tanto tempo com Oswaldo Carlos, como é o meu caso, veem ele é muito mais do que como um patrão”, explica.

Helena Baségio depõe algo que talvez explique esse sentimento afetuoso e familiar dos funcionários de mais tempo. “Ele não se preocupava apenas com com o que fazemos aqui, ele se preocupava com a vida da gente, vibrava quando conseguíamos comprar um carro ou tínhamos alguma conquista pessoal”, conta a jornalista.

Rosilei Dammann, conhecida por Mana, é executiva de negócios da empresa, e não contém as lágrimas ao falar da sua relação com Oswaldo Carlos. “Perdemos um homem que era um visionário, mas principalmente um grande ser humano, e isso faz com que esse dia seja tão difícil para quem o conhecia bem”, explica. 

Oswaldo Carlos van Leeuwen completaria 91 anos na próxima sexta-feira (23). Ele estava internado há 16 dias no Hospital Bruno Born de Lajeado, por complicações de saúde. Seu corpo é velado nas capelas ecumênicas da Funerária Huwe, sala B, no Bairro Montanha até às 16h30 desta segunda-feira (19). Nesta terça-feira (20), será encaminhado ao crematório em Novo Hamburgo.

Texto: Júlio César Lenhard

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