“Ele vai ter que pagar pelo o que fez”, diz familiar de homem que matou menina de 5 anos

Família diz que nunca vai aceitar uma crueldade e busca respostas para tentar entender o que aconteceu. Fato ocorreu na tarde do último sábado (4) e autor do crime está preso


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Família preferiu não se identificar por segurança (Foto: Gabriela Hautrive)

A morte de uma menina de 5 anos, encontrada inconsciente na tarde de sábado (4) às margens do Rio Taquari, em Lajeado, comove a região. A criança foi vista com um conhecido da mãe, um homem de 35 anos, próximo às margens do rio, na Rua Osvaldo Aranha. Ela foi encontrada sem roupas na água e levada ao Hospital Bruno Born (HBB), onde faleceu. O autor do crime foi preso em flagrante e conduzido ao Presídio Estadual de Lajeado.


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A família do criminoso, que não foi identificada na reportagem, diz não conseguir entender o que aconteceu, pois o homem não tinha histórico violento em casa e quer que ele responda por seus atos. “Ele vai ter que pagar, vai ter que responder pelo o que ele fez, pelos atos dele, em nenhum momento concordamos com o que ele fez, não aceitamos o que ele fez, é uma criança, um inocente”, destaca. O suspeito saiu de casa por volta das 10h30 e avisou que iria visitar alguns amigos, depois disso, não teve mais contato com seus familiares. “Para nós a notícia caiu como uma bomba, deixou nós muito tristes, abalados, porque nós nunca imaginamos isso, ele nunca demonstrou comportamento agressivo, ele cuidava de crianças perto de nós, brincava com crianças”, relata.

Juntos, os familiares buscam forças para entender a situação (Foto: Gabriela Hautrive)

A família reforça que nunca irá admitir o ato de crueldade. “Ele destruiu uma família e ao mesmo tempo abala nós que somos familiares dele, também nos deixa tristes porque nunca pensamos uma coisa dessas dele, nunca”. Os parentes buscam respostas para entender como alguém com a personalidade que ele tinha em casa pode ter cometido um crime tão grave. “Os vizinhos, familiares, ninguém tem reclamação dele, no dia a dia ele era uma pessoa calma, se a gente pedia para ele ir em um lugar, no mercado, ele ia, nunca se negava, ele limpava a casa, fazia o serviço em casa, a gente não consegue entender o que deu nele”.

Em conversas, os familiares contam que inclusive o homem se mostrava contra esse tipo de violência. “Não da para entender o que se passou na cabeça dele e porque ele fez isso, mas se fez, vai ter que pagar, só que nós nunca vamos aceitar isso, jamais”. Desde o ocorrido, os familiares não tiveram mais nenhum contato com o acusado. “Nem sabemos direito qual presídio ele foi, não aceitamos o que ele fez, por tanto não vamos pagar advogado, não vamos tirar ele de lá, nós vamos deixar que simplesmente ele pague o que ele merece pagar, mas nós em nenhum momento vamos aceitar e ajudar ele”, destaca.

A família também informou não ter conhecimento da amizade do homem com a mãe da menina. “Quando ele saía ele dizia que ia nos amigos, nós não conhecemos a família, mas nos sensibilizamos e ficamos tristes com eles”. Também ressaltam que não podem nem imaginar a dor que a mãe da criança está sentindo neste momento. “A gente nem sabe nem o que dizer para uma mãe que perde um filho nesta situação, mas queremos ressalta para que cuidem, não larguem os filhos com quem não se conhece direito, e mesmo conhecendo, as vezes dentro da própria casa pode acontecer”, diz.

Os familiares finalizam dizendo que se pudessem voltar atrás e impedir alguma coisa eles fariam, mas que nesse momento, infelizmente não há o que fazer, apenas pedir para o homem pague por aquilo que fez. O corpo da menina, identificada como Ágata Rodrigues do Santos (5), foi sepultado no final da manhã desta segunda-feira (6).

O que disse o delegado

“Um dos crimes mais bárbaros que se viu em Lajeado nos últimos tempos.” É assim que o delegado Dinarte Maschall Júnior, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e plantonista da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Lajeado neste sábado (4), definiu o crime ocorrido durante a tarde de sábado no município.

Texto: Gabriela Hautrive
reportagem@independente.com.br

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