Eleição presidencial no Equador irá ao segundo turno

Andés Arauz, aliado do ex-presidente Rafael Correa, lidera. Advogado Yaku Pérez e Guillermo Lasso, ex-banqueiro de direita, disputam outra vaga.


0
Andres Arauz com sua avó de 106 anos em local de votação no Equador, em 7 de fevereiro de 2021 (Foto: Santiago Arcos/Reuters)

A eleição no Equador deve ir ao segundo turno, segundo aponta a apuração dos votos. O pleito teve a participação de 16 candidatos neste domingo (7).

Às 5h50 (no horário de Brasília nesta segunda-feira), com 97,38% das urnas apuradas, Arauz liderava com 32,21% dos votos, seguido pelo advogado Yaku Pérez, do Partido Pachakutik, com 19,76% dos votos, e Lasso, com 19,62%.

As pesquisas de boca de urna apontavam que Arauz teria 34,99% dos votos, e Lasso, 20,99%, e que eles iriam para o segundo turno.

No Equador, a disputa pode ser decidida na primeira rodada de votação se um dos candidatos tiver 40% e mais de dez pontos percentuais a mais que o segundo colocado ou se somar mais de metade dos votos.

O vencedor vai substituir o presidente Lenín Moreno em 24 de maio.

Moreno foi um aliado de Rafael Correa, que comandou o país entre 2007 e 2017. Os dois romperam posteriormente. Correa vive na Bélgica. Há processos criminais contra ele na Justiça do país.

O país passou por um grave impasse político em 2019 e atravessa a pandemia do coronavírus, que deixou milhares de mortos.

A economia em forte crise aparece como tema central na eleição.

Andrés Arauz e Guillermo Lasso são economistas e têm visões diferentes sobre como reerguer o Equador após dois anos especialmente difíceis:

  • 2019 — O anúncio do fim de subsídios aos combustíveis foi estopim para uma crise política generalizada que gerou protestos em todo o Equador, sob lideranças indígenas. A repressão foi forte, e houve mortes e toques de recolher.
  • 2020 — A pandemia do coronavírus levou Guayaquil, maior cidade do país, a um caos hospitalar e funerário em abril, com corpos deixados abandonados nas ruas. Moradores flagraram urubus voando sobre as casas no auge da crise.

Os equatorianos também votaram para eleições parlamentares. Serão eleitos 137 novos integrantes da Assembleia Nacional. Ainda não está claro como ficará a nova configuração do parlamento, mas os presidenciáveis estão certos de que, quem vencer encontrará um Congresso fragmentado, com dificuldade para se formar uma maioria.

Fonte: G1

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui