Um número recorde de mulheres foram eleitas para ocupar assentos na Câmara dos Comuns nas eleições gerais do Reino Unido desta quinta-feira (8).

Pelo menos 207 mulheres foram eleitas no pleito, que acabou mantendo a atual premiê, Theresa May, no cargo. O balanço ainda não está fechado, porque um distrito de Londres ainda não divulgou o resultado da sua votação, mas representa 32% do parlamento composto por mulheres.

Até a eleição desta semana, eram 196 mulheres que ocupavam assentos em Westminster – 191 eleitas em 2015 e outras cinco em eleições ou substituições subsequentes (as chamadas “by elections”).

O partido com representatividade mais expressiva é o Trabalhista, com 45% do quadro ocupado por mulheres – 118 entre 261 representantes. Já no partido da premiê, o Conservador, 67 parlamentares são mulheres, em um total de 317 cadeiras.

Constance Markievicz foi a primeira mulher a ser eleita para o Parlamento, em 1918, após uma resolução permitir que as mulheres ocupassem vagas na Câmara dos Comuns. No entanto, ela não assumiu o cargo, pois era do partido nacionalista irlandês Sinn Féin, que se negava a jurar fidelidade ao rei.

A primeira mulher a assumir uma cadeira no Parlamento do Reino Unido foi a conservadora Nancy Astor, em 1919, após ser eleita em uma “by election”.

Revés

Após se encontrar com a rainha Elizabeth II, May afirmou que vai formar um novo governo apesar do revés do Partido Conservador nas eleições legislativas. Em pronunciamento em frente a sua residência oficial, em Downing Street, ela anunciou ter conseguido o apoio do Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte para formar um governo de coalizão.
A votação, realizada na quinta-feira (8), que foi convocada por May, terminou com os conservadores à frente, porém com uma bancada menor. Os conservadores, liderados pela primeira-ministra britânica, tinham 330 assentos no Parlamento e conseguiram até agora 318. O Partido Unionista conseguiu 10 cadeiras e os trabalhistas, por sua vez, surpreenderam obtendo 261 assentos. Por volta de 10h (no Brasil) desta sexta, restava a definir apenas uma vaga.

Esse resultado obrigou os conservadores a formar uma coalizão para garantir a governabilidade. Com o novo aliado, May consegue o apoio 328 parlamentares, o que garantiria a sua governabilidade.

Após o fraco desempenho do Partido Conservador, May enfrentou pedidos para que renunciasse da parte do líder da oposição e sofreu a pressão de integrantes do seu partido, mas descartou a possibilidade de deixar o poder.

A premiê afirmou que pode confiar no parlamento e no apoio do Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte a quem chamou de “amigos”. “Nossos dois partidos têm cultivado uma forte relação durante muitos anos. Isso me dá a confiança para acreditar que conseguiremos trabalhar juntos nos interesses de todo o Reino Unido.”

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