Em Arroio do Meio, presos constroem casinhas para cães com material doado pela comunidade

Projeto já existe há cerca de um ano e mais de 300 casinhas já foram construídas para cachorros em situação de rua


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Detentos confeccionam casinhas para cães de rua há mais de um ano (Foto: Caroline Silva)

Há mais de um ano, cerca de 300 cães em situação de rua de Arroio do Meio, Lajeado e Estrela já foram beneficiados com casinhas feitas de paletes. Graças a mão de obra de cinco apenados do Presídio Estadual de Arroio do Meio, por meio de um projeto totalmente voluntário, em parceria com o sistema prisional e o grupo “Voluntários Independentes, Proteção e Amor aos Animais”. Todo material para construção é doado por empresas e comunidade.


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Diretor do presídio, Rogério Tatsch (Foto: Caroline Silva)

O diretor do presídio, Rogério Tatsch, conta que a ideia partiu de uma psicóloga do município e de uma voluntária da causa animal, que souberam que o mesmo projeto era realizado no Presídio Regional de Pelotas.

“Elas vieram até o presidio com a ideia e eu abracei a iniciativa, com a autorização da delegada da 8ª DPR, Samantha Longo. Começamos o trabalho lentamente e hoje já temos mais de 300 casinhas construídas”, destaca.

Tasch também fala que os detentos envolvidos no projeto têm a vantagem de aprenderem uma nova função e garantem o direito à remição da pena. “Cada preso que presta serviço, tanto na parte externa quanto interna, a cada três dias de trabalho ganha um dia de redução da pena. É importante porque, além de estar ocupando a mente, eles estão diminuindo a pena”, ressalta.

Cerca de 300 casinhas de paletes já foram doadas (Foto: Caroline Silva)

De olho no futuro

Os cinco apenados que participam da construção das casinhas estão em regime semiaberto, e também cuidam da horta da penitenciária. Para um deles, a nova função aprendida no presídio pode se tornar sua profissão no futuro. “A minha profissão era outra e, de uns meses pra cá, comecei a aprender a fazer as casinhas, e já sinto como uma nova profissão. Já tenho um pensamento para o futuro de ‘mexer’ com móveis, pois antes eu não sabia nem pegar um martelo na mão”, conta.

Outro detento também envolvido no projeto fala que o trabalho lhe faz bem para a mente. “Aqui é bem melhor do que estar lá dentro, aqui temos mais liberdade, e clareia as ideias, é ótimo”, enfatiza.

*Os apenados não podem ter sua imagem e identidade reveladas.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

 

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