Em Brasília, prefeitos do Vale têm notícias positivas em infraestrutura e turismo

Marcelo Caumo encaminha com Salles e presidente do Ibama licença para duplicação da BR-386, e Bolsonaro confirma a prefeito de Encantado presença na inauguração do Cristo Protetor. Confira os bastidores com o assessor parlamentar Douglas Sandri


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Foto: Divulgação

Os prefeitos do Vale do Taquari têm tido bons retornos em suas agendas em Brasília nesta semana. Falo das comitivas de Lajeado, liderada pelo prefeito Marcelo Caumo, e de Encantado, Jonas Calvi, que conseguiu um encontro com Jair Bolsonaro e um compromisso do presidente de que estará na inauguração do Cristo Protetor de Encantado. Uma grande conquista, se se confirmar realmente. A estátua, antes mesmo de inaugurada, já mostra grande potencial turístico para a região e para o RS.


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Lajeado também tem boas notícias de uma agenda que acompanhei na Esplanada dos Ministérios nesta quarta-feira (5). O prefeito Marcelo Caumo foi recebido pelo ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) e pelo presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), Eduardo Fortunato Bim. Também estavam presentes o deputado Marcel Van Hatten (Novo-RS) e o presidente da Câmara de Lajeado, Isidoro Fornari.

Foto: Divulgação

Salles e Bim se mostraram sensíveis e encaminharam a liberação da licença ambiental para a duplicação da BR-386, entre Lajeado e Marques de Souza. O início dos trabalhos, em um trecho de cerca de 20 kms, estava programado para fevereiro, mas a falta de licenciamento atrasou o cronograma. Com a resolução do impasse, nos próximos dias a concessionária CCR ViaSul deve receber a licença.

O prefeito Caumo ainda tem outras demandas na capital federal. Na parte do meio ambiente e infraestrutura, a dragagem do Rio Taquari e a diminuição da Área de Proteção Permanente (APP). Na saúde, o prefeito busca viabilizar a ampliação do Hospital Bruno Born (HBB). Para isso, Lajeado quer adquirir o antigo prédio do INSS. Caumo detalha que há sinalização positiva do órgão federal, e disposição do município em avançar com as tratativas. Como os interesses convergem, a viagem a Brasília busca alinhavar os detalhes para o acordo.

Bolsonaro e o prefeito de Encantado, Jonas Calvi (Foto: Divulgação)

CPI da Covid-19

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 toma conta dos assuntos em Brasília. A investigação corre no Senado, mas também gera burburinho entre os deputados. A leitura da carta que o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta enviou ao presidente Bolsonaro marcou o depoimento do ex-titular da Saúde. No texto, Mandetta reclamada da falta de apoio do governo federal às recomendações do Ministério da Saúde.

Se as palavras foram bastante duras para o governo, o silêncio de outro ex-ministro da pasta também impactou. O general Eduardo Pazuello não compareceu ao depoimento presencial na CPI. Ele alegou que teve contato com alguém que testou positivo para coronavírus. Nas palavras de um deputado que é apoiador do governo, inclusive, o militar não deveria fugir da raia.

Reforma Tributária foi para a geladeira

A Reforma Tributária, que poderia ter ganho um impulso agora, como prometeu Arthur Lira (PP-AL, foi para a geladeira novamente. O presidente da Câmara se sentiu atropelado pelo relator, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Lira quer fatiar o projeto para votar em parte. Segundo ele, dessa maneira agilizaria a aprovação dos trechos mais consensuais. Contrariado com o texto do relator, o presidente da Câmara dissolveu a comissão especial que tratava do tema. Essa atitude faz com que a reforma volte algumas casas.

Uma reforma fatiada tende a não ser tão ampla, e não enfrentar o que leva o Brasil a ter um sistema tributário caótico.

Douglas Sandri é assessor parlamentar e presidente do Instituto de Formação de Líderes (IFL) de Brasília. Todas as quartas-feiras, participa do quadro “Direto de Brasília”.

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