Em Lajeado, há 94 vítimas de violência doméstica ativas no programa Patrulha Maria da Penha

Mulheres recebem visitas periódicas de guarnição da Brigada Militar. No ano passado, 533 vítimas passaram pelo programa


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Soldado Diane Baumhardt é responsável pela gestão operacional do programa em Lajeado (Foto: Divulgação)

Em Lajeado, há 94 vítimas de violência doméstica ativas atualmente no programa Patrulha Maria da Penha, desenvolvido pelo 22° Batalhão Polícia Militar (22º BPM). No ano passado, 533 vítimas passaram pelo programa.

Por meio dessa iniciativa, os brigadianos realizam vistorias periódicas, fiscalizam o cumprimento da determinação e dão colhimento às vítimas. A patrulha realizou 594 visitas às mulheres que tinham medidas protetivas deferidas pelo Judiciário em 2020.

Conforme a responsável pela gestão operacional do programa, soldado Diane Baumhardt, os relatórios mensais da Brigada Militar apontam que, com a pandemia de coronavírus, aumentaram os casos de violência doméstica em Lajeado. “Quando começa a questão do proibir tudo, de ficar em casa, do lockdown, teve aumento de registro de violência doméstica”, confirma a policial. Segundo ela, os picos de casos ocorreram nos meses de março e outubro de 2020.


ouça a entrevista

 


Para Diane, com o trabalho realizado pela Rede de Enfrentamento à Violência em Lajeado, as vítimas começaram a se encorajar para fazerem o registro das ocorrências.

A gestora explica que a Patrulha Maria da Penha de Lajeado é formada por uma guarnição com seis policiais no total. Eles são capacitados para realizar o atendimento às vítimas de violência doméstica. O trabalho começa quando a mulher registra a ocorrência, pede medida protetiva e esta é deferida pelo Poder Judiciário.

Os agentes de segurança atuam em dias e horários esporádicos, para conferir se o autor está cumprindo as determinações, e se a vítima se encontra segura. Os integrantes do programa também prestam apoio psicológico.

A Patrulha Maria da Penha faz essa cobertura enquanto durar a medida protetiva, geralmente deferida por seis meses, podendo ser renovada conforme o caso.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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