Em meio a cancelamentos e remarcações, casas de festas se reorganizam para superar a pandemia

“Levará, imagino, dois ou três anos para a gente voltar ao normal, não restam dúvidas”, avalia empresário do setor.


0
Proprietário da casa de festas Brinqmania, Jeferson Luís Decker (Foto: Tiago Silva)

O proprietário da Brinqmania, Jeferson Luís Decker, fez uma avaliação de como as casas de festa da região têm se mobilizado para enfrentar as dificuldades decorrentes da pandemia de coronavírus. O empresário também abordou os protocolos que os estabelecimentos devem cumprir para poderem retomar às atividades.


ouça a entrevista

 


 

As casas de festa da região uniram esforços em um apelo para que evitar cancelamentos. Conforme Decker, uma das principais dificuldades foi lidar com isso e administrar o calendário de remarcações de eventos. A situação lhes tirou o sono, admite. “Uma festa envolve mais de dez fornecedores, muitos fecharam”, lamenta. “Ficou ruim para os dois lados”, destaca, ao fazer referência aos organizadores e clientes.

Para Decker, o aumento no preço dos insumos para a realização dos eventos, inevitavelmente, vai encarecer o orçamento das festas. Por isso, o empresário defende bom senso de ambas as partes. “Levará, imagino, dois ou três anos para a gente voltar ao normal, não restam dúvidas”, avalia, sobre a reorganização do calendário, entre cancelamentos, remarcações e novos agendamentos. “Não vai ser fácil, mas é o que a gente conseguiu neste momento”, pondera.

A retomada

O organizador diz que as casas de festas estão preparadas para o retorno, seguindo protocolos que envolvem distanciamento social e higienização. Jeferson Decker revela que esperava que a liberação para os eventos ocorresse há mais tempo. “As casas de festa já têm um preparo todo na organização dos eventos”, ressalta.

“Fomos nos adaptando a trabalhar com recreações e oficinas, aonde a gente já foi seguindo os protocolos, semelhantes aos de escolas. Ou seja, distanciamento, todo mundo com máscara, tapetes, termômetro para medir a temperatura. Estávamos bem adaptados, e só aguardando mesmo a fase em que a gente pudesse retornar. A gente só ficou triste e angustiado porque fomos enquadrados praticamente por último na retomada”, destaca.

“A gente está, sim, numa situação difícil. Mas as pessoas têm que se educar e se adaptar a essa nova era. A vida vai seguir, mas, claro, sempre pensando na saúde das pessoas”, argumenta o proprietário da Brinqmania.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui