Em momento mais difícil na temporada, Inter desafia o Boca Juniors

Colorado tenta reviravolta na Libertadores.


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Foto: Ricardo Duarte / Internacional

Em outra ocasião, um confronto eliminatório com o Boca Juniors, pela Copa Libertadores, seria um momento de mobilização total para o torcedor do Inter – ainda que à distância, é claro, em tempos de pandemia. O pessimismo que se instaurou nas hostes coloradas às vésperas de um compromisso deste tamanho, porém, demonstra que as coisas não andam bem. As más notícias se acumulam antes do jogo desta quarta-feira (2), às 21h30, no Beira-Rio, pelas oitavas de final.

Thiago Galhardo representa bem a montanha russa da temporada colorada. Emblema da fase boa, quando empilhava gols de todas as formas, o jogador também simboliza a dramática queda de rendimento do time. “Essa frase eu levo na minha vida: tudo passa. Tem que ser maduro nos momentos bons e tranquilo nos momentos difíceis. Não sou tão bom quanto diziam, nem tão ruim quanto estão dizendo agora”, filosofou o artilheiro colorado, em uma franca entrevista coletiva.

Questionado sobre os motivos da queda, o atacante, que não marca desde 3 de novembro, não escondeu que o time sentiu a saída de Eduardo Coudet, mas elogiou Abel Braga e lembrou que é preciso dar tempo para o novo técnico colocar suas ideias em prática. “Houve uma mudança, que influenciou diretamente no nosso esquema e na minha forma de jogar, isso é fato. Mas a queda é de todo o time. Quando a gente estava ganhando, e eu passava por um momento espetacular, todos nós ganhávamos. Quando o time empatar ou perder, vamos empatar e perder todos nós”, afirmou.

Para piorar, o resultado dos exames de Covid-19 dificultaram ainda mais a missão do Inter. Edenilson testou positivo e não enfrenta o Boca, assim como Caio Vidal e Matheus Jussa. A expectativa por um teste negativo de Abel Braga não se confirmou, e o auxiliar técnico Leomir de Souza seguirá no comando do time. Além disso, o volante Johnny sentiu lesão muscular e para por duas semanas.

No jogo para “virar a chave”, segundo expressão usada por Galhardo, o Inter deve ter Lindoso no lugar de Edenilson, ao lado de Dourado. Nonato e D’Alessandro disputam a vaga central da linha de três, com Maurício e Patrick dos lados, e Galhardo de centroavante. Ou então Yuri no ataque, com Galhardo recuado.

“O Boca é um adversário difícil e sabe jogar essa competição, mas o Inter também é muito forte. Quando o grupo se fecha, como estamos fechados agora, e entendendo o momento que passamos, é difícil de ganhar de nós no Beira-Rio”, disse Galhardo. “Acabou novembro. Vamos pensar para a frente”.

Fonte: Correio do Povo

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