“Em muitos critérios a investigação foi medíocre e espetaculosa”, afirma ex-prefeito de Santa Maria 

De acordo com o ex-prefeito, por conta de um erro de digitação de um servidor da época, o alvará da boate estava vencido


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Foto: Divulgação

A oitiva do ex-prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer, teve início com palavras fortes por parte do depoente. Já no seu início, a testemunha contou que ao longo dos anos nunca deu entrevistas comentando o episódio, apenas tratava do assunto por notas oficiais para não, pois segundo ele, toda a cidade estava traumatizada, então, preferiu evitar embates com outros setores públicos.

De acordo com o ex-prefeito, por conta de um erro de digitação de um servidor da época, o alvará da boate estava vencido. Apontando inconsistências no trabalho investigativo do caso, Schirmer disse que o inquérito policial, iniciado na época do incêndio, era uma “aberração jurídica”. Segundo seu relato, este inquérito foi feito pela imprensa, com “um forte desejo de envolver a prefeitura de qualquer forma”.

Além disso, o depoente afirmou que era notável a falta de vontade da polícia na investigação do caso e que de muitos pontos de vista, “esse inquérito, essa investigação, foi medíocre e espetaculosa”, disse.

Ainda nos questionamentos do juiz Orlando Faccini Neto Schirmer relatou. “Não fiz nada, nada, nada, doutor, que pudesse comprometer a mim. E nenhum servidor da prefeitura fez algo que pudesse causar o que aconteceu na boate.”

Texto: Vinicius Mallmann
regional@independente.com.br

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