Em protesto, grupo pede abertura de bares e restaurantes até às 22h

Manifestação encerrou em frente ao prédio da prefeitura; com carro de som, grupo também destacou a não presença de políticos do município no ato


3

 

Novamente proprietários e funcionários de bares e restaurantes de Lajeado voltaram às ruas para protestar nesta segunda-feira (29). Eles reivindicam a flexibilização das restrições no setor alimentício, como poder trabalhar presencialmente até às 22h. Os manifestantes utilizaram cartazes, bandeiras do Brasil e do Rio Grande do Sul, além de panelas e apitos para fazer barulho.

Conforme a organização, cerca de 300 pessoas participaram da caminhada pacífica que percorreu a Rua Júlio de Castilhos e Avenida Beijamin Costand. Além de proprietários de bares e restaurantes, o protesto contou com apoio de comerciantes do varejo.

“Entender não resolve mais nada”

Proprietários e funcionários do Pub Leopoldo 47 participaram do protesto utilizando camisetas do bar e vidros de álcool em gel sobre bandejas. O proprietário do estabelecimento, Roberto Wasem, diz que a compreensão dos governantes não resolve. “A questão não é eles nos dizerem que entendem, entender não resolve mais nada, a grande maioria das empresas já quebrou, mas só não fechou as portas ainda”, desabafa.

O empresário disse que espera uma atitude do governador Eduardo Leite. “A gente espera sanidade do nosso governador, que ele entenda que não há mais o que fazer, as pessoas vão morrer de Covid-19 ou de fome, não tem uma saída fácil”, ressalta.

“Nós não vamos parar”

Um dos organizadores do protesto foi o proprietário do Marreta Pub, Wagner Kober. Em declaração aos manifestantes, ele disse que não irão parar de lutar. “Nós precisamos trabalhar, precisamos atender. Nós queremos nosso direito básico, que a gente possa atender até as 22h, pedimos também pela abertura das lojas nos finais de semana e o Ministério Público que tem a palavra final, olha para nós e diz um grande não. Nós não vamos parar”, disse em carro de som durante o ato.

Prefeito vai à Porto Alegre

Na manhã desta segunda-feira o prefeito Marcelo Caumo viajou Porto Alegre para reunião com representantes da Casa Civil do Governo do Estado, pedindo por flexibilizações no comércio, principalmente o que envolve bares e restaurantes. Conforme o chefe do Executivo, no encontro serão apresentados dados em relação a pandemia em Lajeado, que mostram queda no número de infecções.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br


3 Comentários

  1. O choro é livre! Vocês não entenderam que estamos numa pandemia? Para não ter uma nova onda, é essencial que todos o comércio continue fechado.

  2. A reclamação desta pessoas é legítima; porém duvido que serão cumpridos os protocolos de proteção nos seus comércios como eles alegam. Pois provavelmente a grande maioria destas pessoas, são as mesmas que andam pelas ruas sem máscara ou com o nariz para fora da máscara. Provavelmente são as mesmas pessoas que durante os finais de semana fazem aglomerações com amigos ou parentes em suas casas, pelas ruas da cidade, nos parques, na Univates, etc. Provavelmente a maioria destas pessoas lotaram o litoral durante o carnaval e o reveilon. Por estas atitudes irresponsáveis é que a situação da pandemia chegou a este ponto crítico que estamos vivenciando atualmente. Portanto, estas pessoas estão impedidas de trabalhar devido a sua própria irresponsabilidade e agora querem culpar o governo estadual e municipal por não poderem trabalhar.

  3. A reclamação desta pessoas é legítima; porém duvido que serão cumpridos os protocolos de proteção nos seus comércios como eles alegam. Pois provavelmente a grande maioria destas pessoas, são as mesmas que andam pelas ruas sem máscara ou com o nariz para fora da máscara. Provavelmente são as mesmas pessoas que durante os finais de semana fazem aglomerações com amigos ou parentes em suas casas, pelas ruas da cidade, nos parques, na Univates, etc. Provavelmente a maioria destas pessoas lotaram o litoral durante o carnaval e o reveilon. Por estas atitudes irresponsáveis é que a situação da pandemia chegou a este ponto crítico que estamos vivenciando atualmente. Portanto, estas pessoas estão impedidas de trabalhar devido a sua própria irresponsabilidade e agora querem culpar o governo estadual e municipal por não poderem trabalhar.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui