Em três anos, Centro de Reprodução Humana do HBB realizou cerca de cinco mil atendimentos

Espaço é considerado um dos mais modernos do país


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Foto: Divulgação

O Centro de Reprodução Humana Bruno Born(CRH) está completando três anos. Considerado um dos mais modernos do país, o CRH abriu as portas para oferecer alternativas às pessoas que só encontravam auxílio em grandes cidades, com tratamentos de ponta, equipamentos de alta tecnologia e equipes extremamente capacitadas.

O centro conta com estrutura hospitalar e suporte de médicos anestesiologistas e infectologista. A equipe é composta, ainda, por profissionais de nutrição e psicologia, embriologistas, ginecologistas, urologista e geneticista, enfermeiras, técnicas de enfermagem, farmacêutica e profissionais de recepção, telefonia e da área financeira.

Nestes três anos, conforme o diretor médico do CRH e especialista em reprodução humana Marcos Höher, a cada dia aprende-se mais. “Aperfeiçoamos rotinas e processos em todas as esferas. Do ponto de vista científico, algumas práticas realizadas há três anos hoje já foram aperfeiçoadas.

A comunicação com os pacientes hoje é mais ágil e eficaz. Os profissionais da saúde estão cada vez mais imbuídos em acolher. Todos estão e se sentem envolvidos na busca pela gestação. Os pacientes sabem que não estão sozinhos e têm com quem contar. Trata-se de um somatório de esforços, cada um dedicado à sua missão, cada qual com o seu papel, todos eles vitais e valorizados”, observa.   

Conquistas

A reputação conquistada desde o início dos trabalhos é um dos fatores que motivam as equipes do CRH, que também destacam o aumento da procura de atendimentos por pacientes de cidades cada vez mais distantes. “São pacientes que viajam horas a fio para realizarem, por opção, o seu tratamento em Lajeado. É recompensador verificar que moradores da região metropolitana, por exemplo, apesar da sua proximidade com a capital, escolhem vir até o Hospital Bruno Born, para fazer o tratamento. O que mais reconforta e estimula os membros da equipe é saber que estamos ajudando muitas pessoas a constituir as suas famílias. É emocionante e gratificante.”

O diretor médico observa que o CRH tem conseguido manter e até melhorar as taxas de gestação nos tratamentos como o da Fertilização in vitro, sem contudo aumentar significativamente as taxas de gestações múltiplas – o que chegou a se transformar quase em uma “epidemia de gravidezes gemelares” nos anos 1990, principalmente nos Estados Unidos. “A meta é obter êxito em 100% dos tratamentos. Mas, ao mesmo tempo que avanços tecnológicos vêm ocorrendo, algumas mudanças comportamentais como hábitos alimentares cada vez menos saudáveis e, por conseguinte, o aumento de peso de boa parte da população juntamente com a postergação da maternidade, têm feito com que esta meta ainda pareça estar distante de ser alcançada”, analisa ele.

Os números do CRH

  • 1,7 mil pacientes em cerca de 5 mil atendimentos (entre primeiras consultas, reconsultas e ecografias);
  • Paciente mais jovem: 19 anos (caso de congelamento de espermatozoides por doença oncológica);
  • Paciente mais idoso: homem com 73 anos desejando ter filhos;
  • A paciente com mais idade a gestar apresentava 50 anos;
  • Idade média dos pacientes submetidos a ciclos de Fertilização in vitro (FIV): 36,3 anos;
  • Foram realizados cerca de 1 mil procedimentos de Fertilização in vitro (FIV), Transferências embrionárias, Inseminações intrauterinas (IIU) e criopreservação de gametas (congelamentos de óvulos e embriões);
  • Dos bebês nascidos, 58% foram meninos e 42% meninas;
  • Foram até o momento dez casos de gêmeos nascidos (20 bebês) e nenhum caso de trigêmeos ou quadrigêmeos;
  • Em 24% dos ciclos de Fertilização in vitro (FIV) foi realizada a análise cromossômica dos embriões;
  • Houve 13 casos de congelamento de óvulos ou espermatozoides visando a preservação da fertilidade devido a doenças oncológicas, como casos de câncer     de mama, de testículos, doenças hematológicas como leucemias e linfomas;
  • Pacientes procedentes de 97 cidades diferentes, incluindo de outros Estados (Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro) e outros países (brasileiros que vivem no Uruguai, Paraguai, China e Austrália, por exemplo). AI/VM

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