Emater recomenda que produtor não semeie se não tiver certeza de umidade suficiente para germinação

Na safra passada, R$ 272 milhões deixaram de circular nas plantações da região em função da estiagem.


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Foto: Defesa Civil do RS / Divulgação

Os agricultores temem que nova estiagem possa comprometer as culturas de verão pelo segundo ano consecutivo. “São dois ciclos que se repetem”, percebe o gerente regional adjunto do escritório da Emater em Lajeado, Carlos Lagemann. “No ano passado, tivemos chuvas abundantes em outubro, e no final de novembro e início de dezembro cessaram e retomaram em abril e maio. E agora está se repetindo”, compara.


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Na safra passada, R$ 272 milhões deixaram de circular nas plantações da região em função da estiagem. O cálculo foi feito pela Emater em maio deste ano, quando as chuvas voltaram. Desse total, R$ 216 milhões é referente aos prejuízos em lavouras instaladas; o restante, de culturas que deixaram de ser plantadas. Os prejuízos atingiram 47% nas lavouras de soja, e ficaram entre 41% e 43% no plantio de milho.

Conforme Lagemann, este período “é uma das principais épocas em termos do agronegócio, porque as culturas de verão são as mais importantes, e também termos de produção de volume, em se tratando de animais, principalmente de gado leiteiro”, detalha.

Na cultura de milho, o tempo ideal para o plantio é de 1º de agosto a 31 de dezembro. No caso da soja, por sua vez, a época boa ocorre entre 20 de outubro e final de novembro.

Gerente-adjunto da Emater em Lajeado, Carlos Lagemann (Foto: Jonas de Siqueira)

No Vale do Taquari, a expectativa é que sejam plantados 33 mil hectares de milho. Porém, até agora, 16 mil foram cultivados. Para silagem, o plantio está atualmente em 30 mil hectares, e o esperado é de 56 mil hectares para o período.

As lavouras de soja são menores na região. A projeção é que sejam cultivados 19,5 mil hectares. Porém, até o momento, apenas 400 hectares foram implantados.

Em função das baixas registradas na safra passada, a Emater recomenda que o produtor não semeie se não tiver a certeza de que haverá umidade suficiente para a germinação.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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