Emef Campestre de Lajeado incentiva atitudes sustentáveis na comunidade escolar

Projeto busca usufruir de espaços pouco utilizados para incentivar a conscientização ambiental da comunidade escolar


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Irrigação é feita com água coletada da chuva (Foto: Divulgação)

A educação ambiental deixou de ser apenas teoria para se tornar atividade prática dos alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Campestre. O projeto de sustentabilidade desenvolvido pela escola busca usufruir de espaços pouco utilizados para incentivar a conscientização ambiental de toda a comunidade escolar.

No aspecto do reaproveitamento de águas da chuva, a escola conta hoje com quatro cisternas adquiridas com recursos do Fundo Filantrópico da Sicredi Integração RS/MG e do Círculo de Pais e Mestres (CPM). Com capacidade total de 67 mil litros, os recipientes captam a água de chuva recolhida das calhas do ginásio e do prédio da escola e direcionam para utilização. Com este volume, é possível abastecer um banheiro, com diversos vasos sanitários e pias, por até um mês. A água também é usada para a irrigação do campo, da horta e do pomar da escola, criados recentemente.

Cisternas para abastecimento de banheiros (Foto: Divulgação)

“Esse projeto busca trabalhar com os alunos a questão da valorização de atitudes sustentáveis que podem ser feitas também em casa, como a coleta de água e a produção de alimentos. Eles passam muito tempo na escola e estamos aqui para ajudá-los a se tornarem cidadãos responsáveis com o meio ambiente, dando o exemplo. É um processo lento mas que influenciará muito na vida deles e de toda a comunidade escolar, que também está apoiando a nossa causa”, disse o diretor da Emef Campestre, Renato Cuppini.

Diretor da Emef, Renato Cuppini (Foto: Divulgação)

O trabalho do cuidado da horta é coletivo, dividido entre a equipe diretiva e funcionários da escola. Couve-flor, repolho, alface, temperos, frutas, entre outros alimentos produzidos na horta desde outubro de 2020, são livres de agrotóxicos e consumidos pelos próprios alunos no refeitório. O objetivo da escola é envolver os estudantes no cuidado com a horta e pomar. Por enquanto, os conteúdos relacionados ao tema de meio ambiente são ensinados em salas de aula, e atividades externas de pesquisa são feitas no pátio.

Além de terem sido motivados pela conscientização ambiental, a criação da horta e do pomar também foi uma forma da escola aproveitar melhor o espaço físico que possuía.

“A escola tem um terreno enorme, que agora está sendo preenchido aos poucos. Pretendemos ampliar a produção e ainda há muita coisa a se fazer. Por enquanto estamos trabalhando de forma mais amadora, com estufas e mangueiras de irrigação instaladas provisoriamente. Mas o importante é que estamos conseguindo cumprir com nosso propósito”, concluiu Renato.

Já o pomar tem 70 mudas de árvores, entre nativas e frutíferas enxertadas. Parte delas foram adquiridas por meio da Secretaria do Meio Ambiente e outra pelo CPM da escola. A Emef Campestre espera colher os frutos a partir de 2024.

Horta (Foto: Divulgação)

O projeto sustentabilidade também tem agradado os pais dos alunos. “O CPM apoia muito o projeto sustentável da escola. É uma iniciativa maravilhosa que vai impactar diretamente na vida dos alunos. Além da escola, as famílias também adotam atitudes sustentáveis em casa. É uma forma de agirmos no presente nos preocupando com as gerações futuras, pois precisamos salvar o nosso planeta”, disse Katiucia Silva de Oliveira, presidente do CPM e mãe da aluna Lívia de Oliveira Schmitz.

A escola conta ainda com um contêiner para coleta de lixo reciclável que pode ser usado por toda a comunidade. A maioria das escolas do município tem o contêiner para coleta. AI/VM

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