Empresa contratada pela CCR deve concluir laudos sobre condições da ponte ainda nesta segunda-feira

O foco é na ponte no sentido interior-capital, onde não estava o caminhão que explodiu no sábado (15), para poder liberá-lo. Pista do sentido capital-interior deve ficar bloqueada por mais tempo


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Foto: Julio César Lenhard

A empresa Portland Tecnologia em Concreto, de Estrela, foi contratada pela CCR ViaSul, concessionária administradora da BR-386, para analisar o nível de danos no concreto na ponte sobre o Arroio Boa Vista, onde um caminhão carregado com combustíveis explodiu no final da manhã do sábado (13). Conforme o proprietário, Fernando Henrique Schneider, a empresa realiza a avaliação da parte do concreto.


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Schneider destaca que a sua equipe está focada nos levantamentos na pista do sentido interior-capital, para que a CCR ViaSul possa liberar de forma mais rápida, comprometendo menos o trânsito em, pelo menos, um lado da rodovia. “Eu acredito que vai ficar o dia de hoje (segunda, 15) ainda com o tráfego interrompido”, projeta.

A pista do outro lado, onde ocorreu o acidente com o veículo de carga, está mais avariada e deve demorar mais tempo. A liberação será determinada pela CCR, com base nos laudos técnicos. A concessionária formou um comitê técnico para fazer essa avaliação.

“As pontes estão visivelmente estão bem agredidas. O fogo foi bem intenso. Estamos fazendo o possível para tirar essas avaliações. Hoje conseguimos colocar uma força-tarefa maior. Até ontem (domingo, 14) ainda havia combustível em cima da pista, que estavam colocando em risco as operações tecnológicas”, explica Schneider, que é tecnólogo em concreto.

Proprietário da empresa, Fernando Henrique Schneider (Foto: Arquivo pessoal / Divulgação)

Ele reforça a necessidade de análise laboratorial. “Visivelmente, não conseguimos ter nenhum diagnóstico. Precisamos fazer essas avaliações e levar para um laboratório, e aí sim nós vamos conseguir passar um diagnóstico final na questão do concreto”, explica.
Schneider explica que, quando o concreto atinge e supera a temperatura de 100 graus, ocorre a evaporação da água e cria-se um microgel interno, situação que gera um desplacamento.

A empresa Portland Tecnologia em Concreto realiza ensaios de extração de amostragem para avaliar a superfície e o núcleo do concreto e das vigas de sustentação da pista e da ponte.

Schneider explica que há uma série de metodologias de recuperação da estrutura. Após receber o estudo técnico, a CCR ViaSul vai avaliar a forma para o caso em específico. Para o tecnólogo, a concessionária vai adotar a metodologia que traga maior agilidade e melhor performance. Ele diz que há alguns projetos estruturados em em andamento, caso seja necessário uma intervenção maior na estrutura.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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