Empresa doa tecnologia de monitoramento de temperatura ao HBB

Funcionalidade está em operação desde a terça-feira (9), na entrada pela Rua Julio de Castilhos, no Centro de Lajeado.


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Monitor na entrada do hospital apresenta a temperatura dos ingressantes (Foto: Natalia Ribeiro)

Quem ir ao Hospital Bruno Born, pelo acesso da Rua Julio de Castilhos, no Centro de Lajeado, passará por um monitoramento facial que irá identificar a sua temperatura corporal e se está fazendo o uso correto da máscara. A novidade está em operação desde a terça-feira (9) e já fez cerca de nove mil fotografias de quem ingressa na casa da saúde. A tecnologia, que funciona através de algoritmos, foi doada pela empresa Siera Brasil. É uma novidade no Brasil, o que faz do HBB pioneiro na sua utilização.


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Diretor da empresa, Walter Cariry conta que as tratativas para a instalação do sistema tiveram início há três semanas. Como o produto é novo, ele fez uma transmissão ao vivo na internet, explicando a funcionalidade. O diretor Executivo do HBB, Cristiano Dickel, assistiu a apresentação e fez contato. Dickel só não imaginava que Cariry tinha um sentimento de agradecimento ao hospital pelo tratamento dado ao seu pai.

O homem faleceu no HBB em 2019, em decorrência de um câncer. Em agradecimento ao que foi feito, e também pela luta travada contra a Covid-19 pela casa de saúde, a empresa decidiu fazer a doação do aparelho, que, com todo o kit de instalação, chega ao preço de R$ 100 mil. “Só queremos agradecer. A Siera enxergou todo o trabalho que o HBB vem fazendo no combate ao coronavírus e presenciamos, fisicamente, a dificuldade de promover um acesso normalizado”, diz Cariry.

A estrutura foi apresentada à imprensa na tarde desta quarta-feira (10). Em dez minutos em que a conversa acontecia, cerca de 400 fotos foram registradas de quem acessava a instituição. Dickel confirma que o movimento é intenso. Antes da pandemia, quando a circulação de pessoas era maior, chegava a ter 2,5 mil ingressos ao dia. O diretor executivo explica que são “pacientes e acompanhantes, numa estrutura de 18 andares, com centro cirúrgico, fisioterapia, bloco cirúrgico e espaço de diagnóstico por imagem”. Cerca de quatro fotos são feitas de uma pessoa.

Mesmo com a doença e as restrições impostas por ela, muitos ainda acessam o espaço, devido às necessidades que têm. Aglomerações chegaram a ocorrer, já que funcionários do HBB tinham que conferir a temperatura de todos de forma manual – o que incomodava Dickel. “Uma coisa que nos preocupa bastante e que vinha causando um certo desconforto que era a geração de filas e aglomeração na entrada”.

Tecnologia

Com a implementação do serviço, até 16 pessoas têm a temperatura verificada ao mesmo tempo no HBB. Caso seja superior a 37.8º, o que pode ser um indicativo da infecção pela Covid-19, é emitido um sinal de voz que alerta funcionários e o usuário. Já se a pessoa está sem máscara ou a utilizando de forma incorreta uma mensagem aparece na tela do computador em que o sistema foi instalado.

Quando alguém está sem máscara o monitor avisa com a mensagem ”no mask” (Foto: Natalia Ribeiro)

Nesses casos a equipe do HBB faz a orientação. Em caso de temperatura elevada, e como há registro de reconhecimento facial, o ingresso da pessoa no hospital estará impedido durante 14 dias – período em que deve ser praticada a quarentena.

A câmera produz um calibrador automático, regulado em 40º. Quem passar no ângulo de visão da câmera – e ela vai sempre comparar a temperatura do rosto – será identificado pelo calibrador automático. O gradiente de diferença gera nível de precisão em 0,3º, “o que torna o processo de aferição confiável, segundo Cariry.

Texto: Natalia Ribeiro

jornalismo@independente.com.br

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