O empresário Júlio César Franz questiona a ação da  Vigilância Sanitária (VISA) de Lajeado, que durante inspeção na segunda-feira (29), autuou seu açougue, o Tradição Carnes, situado no bairro Moinhos. Na oportunidade duas fiscais identificaram supostas irregularidades envolvendo  armazenamento de carne, especialmente frango, e produção de embutidos e produtos temperados  no estabelecimento, atividade proibida em açougues.


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No total, foram inutilizados 620 kg de carne. Franz também ressalta a inflexibilidade das fiscais. “Quando elas  alegaram que a carne estava inadequada para consumo e com mistura de moelas, sugeri que o produto fosse submetido a testes em laboratório na Univates. Porém, elas se quer consideraram a minha sugestão”, lamenta.

As fiscais também alegaram que a carne estava armazenada fora de temperatura, mas elas não possuíam nenhum equipamento capaz de comprovar esta suposição”. O empresário  justificou a carne fora do freezer. “Fornecemos para diversos restaurantes de empresas. Quando a carne está congelada, precisa passar pelo degelo em temperatura de 16 graus para impedir proliferação de bactérias. É um procedimento padrão, mas parece que elas não sabiam disso”, argumenta.

“Admitimos que pode ter acontecido algum erro, como temperar carne do estabelecimento, mas isso de nenhum forma interferiu na qualidade do produto. Somos totalmente favoráveis a ação da fiscalização e os estabelecimentos com produto impróprios merecem ser fechados, mas não é esse nosso caso”. Franz disse que pretende levar o caso adiante. “Estamos nos informando com nossa assessoria jurídica e vamos analisar qual será a melhor medida”, admite.

Contraponto

A vigilância sanitária disse não ter pedido de Franz para análise, e que mesmo se houvesse, os laboratórios oficiais não aceitam analisar produtos vencidos. Também relatou que existem algumas praticas que são comuns em açougues e que requerem cuidados, como temperar e produtos para deixar refrigerando.

Quanto a limpeza e transparência do local, a fiscal Paula Luciana Kern cita que o estabelecimento é exemplar e isto não teria sido o problema.

Preços mais baratos

Júlio César Franz também explicou a razão dos preços mais acessíveis da carne vendida no seu açougue. “Teve gente em rede social dizendo que cobramos menos em virtude da má qualidade de nossa carne, mas isso é mentira. Poucos sabem, mas a carne bovina vendia aqui é abatida por nós mesmo. Não há atravessador. Por isso podemos fazer um preço melhor para o consumidor” justifica Franz.

Repercussão na Câmara de Vereadores

Na sessão desta terça-feira (30), a vereadora Mariela Portz (PSDB), relatou reclamação de empresários com relação as ações da Vigilância Sanitária de Lajeado.  Conforme os comerciantes, a fiscalização tem agido de maneira intransigente. Mariela disse que vai notificar a prefeitura para cobrar explicações. LF / JC


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6 Comentários

  1. Interessante, quais outros açougues foram visitados pela vigilância? Só um? Acho que deveria ter sido mais, pois temos alguns que se este não estava em condições imagina outros….

  2. Não conheço o local, tampouco o proprietário, mas pelo que li e vi na reportagem, me parece que pode haver algum ‘ciúme embutido’ de outros estabelecimentos da mesma atividade que não conseguem ter a mesma qualidade e preço do ‘fiscalizado’, perdendo com isso sua clientela para os mais competentes.
    TODOS os locais que tem a mesma atividade serão fiscalizados?!

  3. Mais uma desta Vigilância autoritária e arrogante. A fiscalização torna-se falha pois as agentes, sempre as mesmas, acham-se donas da verdade. Não aceitam argumentação. Pena. volto a dizer. SEMPRE AS MESMAS>

  4. Sou cliente desse açougue desde a abertura do mesmo. Posso dizer que é padrão de primeiro mundo e a qualidade da carne é excelente, bem acima da média. Se a nossa ” gloriosa” vigilância achou problemas nesse açougue, com certeza pode mandar fechar 90% dos outros.

  5. Deixo de comentar sobre as funcionárias da vigilância sanitária. Mas gostaria de tornar público a minha indignação com grande parte das leis criadas e sancionadas pelo Poder Público, somente para favorecer os grandes Frigoríficos e distribuidores de produtos fatiados, temperados,embalados a vácuo, e outros tantos, que os nossos mercados e açougues estão proibidos de fornecer, na base da corrupção e pagamento de vultuosas quantias em dinheiro tanto para quem as criou como para quem as aprovou. Isso somente veio encarecer ainda mais a cesta básica, atingindo profundamente o orçamento familiar do trabalhador. Não admito que proíbam o meu açougue de confiança de me fornecer um frango temperado, de fatiar o queijo ou o presunto que quero, de preferência deixando-o pronto no balcão frigorífico do lado para que eu não perca tempo esperando cortar e por um preço bem mais barato. Não admito que o meu açougueiro não possa cortar o frango inteiro que estou comprando e depois serrar umas costelas de rês, ovelha ou suíno, quem sabe até uma de cada para mim. Quem disse que eu quero, que estes que se dizem defensores dos direitos dos consumidores façam isso. Não concordo com essa palhaçada, nunca em minha família desde os meus avós tivemos sequer uma dor de barriga por causa disso. O que temos agora e um gasto maior para adquirir o nosso alimento, além de ter que pagar o salário dessas pessoas que deveriam estar fazendo uma coisa mais útil para merecerem o que lhe pagamos. Isso já começa pelos nossos políticos nojentos e termina aqui nos fiscais dos Municípios, que são obrigados a cumprir estas barbaridades e lógico que tem uma minoria que ainda piora a situação, que gosta de mostrar “Atoridade”. Vão botar corruptos na cadeia, vão fiscalizar empresas fantasmas, irregulares, sujeira nos estabelecimentos comerciais privados e também nos públicos, fiscalizem produtos realmente estragados ou adulterados, mas deixem que estes estabelecimentos limpos, com bom produtos, possam nos fornecer eles da forma que queremos. Parem com as frescuras e levem aos seus superiores para que mudem essas babaquices da lei e portarias principalmente essas últimas, que qualquer chefinho de meia tigela pode fazer aqui no Brasil.

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