Encerra período de utilização dos antigos vales-transportes em Lajeado

Bilhetes das antecessoras da Expresso Azul venceram nesta sexta-feira (31).


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Unidade da Azul no Centro de Lajeado atende aos usuários (Foto: Natalia Ribeiro)

Quase 40 dias depois de o transporte público urbano de Lajeado ter mudado de prestadora, via licitação, os vales-transportes anteriores tiveram a validade superada. O prazo para a utilização das passagens antigas estendeu até esta sexta-feira (31). A legislação orienta um mês para o uso dos bilhetes, mas a Prefeitura teria estendido o período por conta da mudança da empresa, das antigas Scherer e Ereno Dörr para a Expresso Azul S/A, que está operando nas ruas desde 22 de junho.

Pessoas que tinham vales-transportes deviam buscar atendimento na sala alugada pela Azul, na Rua João Abott, 1.213, no Centro de Lajeado. A sede do Transporte Integrado de Ônibus de Lajeado (TIO) também recebe interessados em cadastro no cartão de bilhetagem eletrônica. Este serviço já recebeu quase duas mil pessoas em um mês: 1,6 mil para crédito comum ou de empresa e 370 idosos.

Daniel Minossi Nunes foi ao local na tarde desta sexta-feira. Há alguns meses em Lajeado, depois de passar em um concurso público, o professor de História queria regularizar a situação. “Utilizo o transporte público de Lajeado todos os dias. Vou ao trabalho e retorno para casa”, disse. Nunes gostou do atendimento. “Achei muito rápido. Não tinha fila, logo fui atendido e o cartão emitido”. A sala tem cadeiras espaçadas e conta com totem de álcool gel, visando a precaução com o Covid-19.

Diretor da Expresso Azul, Pedro Guarnieri (Foto: Natalia Ribeiro)

Com o vencimento dos vales-transportes, o foco se volta para a bilhetagem eletrônica. É uma novidade no transporte coletivo urbano de Lajeado, que pode facilitar a vida do passageiro, conforme o diretor da Expresso Azul, Pedro Guarnieri. “Poderão se deslocar sem portar dinheiro, sem correr risco de assalto ou perda de valores. Utilizam os créditos que adquiriram e renovam quando quiserem”, fala.

São cinco modelos de cartão e todos levam o nome e a foto do usuário. O vermelho é chamado de comum, para aplicação a gosto do passageiro; o roxo é para as pessoas com deficiência; azul dos estudantes; verde para vale-transporte; e amarelo dos idosos – ou sênior, como diz a impressão.

Apesar de incentivar a adoção dos cartões, a empresa coloca três formas de pagamento à disposição dos clientes: vale-transporte da Azul, créditos da bilhetagem ou dinheiro. “No caso do pagamento em dinheiro a gente pede que o usuário venha com o valor em moedas menores ou com o troco próximo ao preço da passagem”, destaca Guarnieri. A tarifa custa R$ 3,90.

A carga ou recarga dos cartões pode ser feita a qualquer momento. Em caso de perda, roubo ou extravio, o dono deve emitir comunicado. O cartão é imediatamente suspenso e os créditos transferidos a um novo documento. A sala atende ao público das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h, de segundas a sextas-feiras. Aos sábados das 8h30 às 11h30.

A média diária de ocupação dos itinerários é de três mil pessoas. Por conta da pandemia, medidas sanitárias e de afastamento estão sendo adotadas. A lotação máxima é de até 60% e as janelas podem ser abertas a critério do usuário.

Texto: Natalia Ribeiro
jornalismo@independente.com.br

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