Encontrado meteorito vulcânico mais antigo do que a própria Terra

Rocha foi achada no ano passado em meio ao deserto do Saara, na Argélia, e teve sua estrutura analisada por uma equipe de cientistas franceses e japoneses


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Imagem: Sputinik Brasil/Reprodução

Pesquisadores identificaram um meteorito cerca de 2 milhões de anos mais antigo do que o planeta Terra. A rocha foi encontrada no ano passado em meio ao deserto do Saara, na Argélia, e teve sua estrutura analisada por uma equipe de cientistas franceses e japoneses. Segundo os resultados do estudo, o meteorito se formou durante as primeiras eras do Sistema Solar.

A equipe identificou que sua formação ocorreu por processos vulcânicos e levou pelo menos 100 mil anos para resfriar e endurecer. Devido a isso, o palpite é que a rocha seja um fragmento de um protoplaneta que foi destruído antes de se estabilizar.

Composição rara

Nomeado Erg Chech 002 (ou EC 002), o meteorito possui uma composição bastante curiosa e rara. Embora a maioria dos meteoritos de origem vulcânica encontrados na Terra sejam feitos de basalto, ele é constituído por andesito. Essa rocha se concentra nas zonas de subducção, ou seja, onde as placas tectônicas colidiram e uma foi empurrada para baixo da outra.

Por ser muito antiga, ela guarda informações importantes sobre o processo de formação do planeta. Apesar disso, ao cruzar os dados dos elementos que compõem o EC 002 e as informações disponíveis para asteroides, a equipe não encontrou nada que correspondesse à composição do meteorito.

“Este meteorito é a rocha magmática mais antiga analisada até hoje e lança luz sobre a formação das crostas primordiais que cobriam os protoplanetas mais antigos,” escreveram os cientistas.

Meteorito mais antigo já descoberto

Ao analisar os isótopos de alumínio e magnésio presentes no EC 002, o pesquisador Jean-Alix Barrat e seus colegas descobriram que os dois minerais se cristalizaram há cerca de 4,565 bilhões de anos. Considerando que a idade estimada da Terra é de 4,540 bilhões de anos, o meteorito ganha no quesito idade.

Essa é a primeira vez que os geólogos têm uma rocha tão antiga para estudar, o que indica que novas descobertas acerca deste meteorito serão publicadas ao longo dos próximos anos.

Fonte: TecMundo 

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