Entenda como agia a organização criminosa investigada por golpe milionário no DPVAT

Operação Aleteia envolveu 70 policiais e 35 viaturas nesta quarta-feira


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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (12) a Operação Aleteia. O objetivo é desarticular uma organização criminosa atuante no Vale do Taquari, com envolvimento em estelionatos e falsificação de documentos, com especialidade em fraudes ao seguro DPVAT.

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em residências e empresas dos acusados. A ação conta com o apoio da Brigada Militar.

Como a organização criminosa agia

– Quando uma pessoa se acidentava em um veículo, os criminosos possuíam informantes dentro dos hospitais e UPAs que, de posse dos dados da vítima e informações do acidente, acionavam os cooptadores dos grupos criminosos.

– Um integrante da organização criminosa entrava em contato e oferecia os serviços do escritório para encaminhamento do auxílio DPVAT, muitas vezes, inclusive, dizendo que sem a ajuda deles a pessoa não receberia o seguro. Por vezes, ainda dentro dos hospitais e locais de atendimento médico é que ocorriam os aliciamentos, quando a vítima estava ainda sendo atendida.

– Após receber os documentos da vítima, os golpistas adulteravam os laudos apresentados, levavam a pessoa para uma consulta com um fisioterapeuta que participava do golpe e as lesões eram agravadas ou então simulando invalidez permanente, aumentando o valor a ser recebido.

– Assim que os valores eram liberados, a quadrilha repassava a parte que cabia à vítima, ou seja, apenas do ressarcimento das despesas que ela havia informado à organização criminosa, com os descontos pelos serviços e ficava com a diferença referente ao agravamento dos ferimentos ou pela invalidez permanente.

– Em outros casos as vítimas eram coniventes com a fraude, posto que sabiam não terem sofrido acidentes de trânsito, mas sim acidentes de trabalho ou domésticos. Tais pessoas eram então cooptados pelos fraudadores que os instava a realizar registros falsos e, consequentemente, laudos e perícias falsas.

– As investigações apuraram ainda que, mesmo após a negativa administrativa pela seguradora, o grupo não desistia e eram ajuizadas ações judiciais, buscando o pagamento na esfera litigiosa. Nesta fase, eram igualmente cooptados peritos e as vítimas eram sabedoras que não teriam sofrido lesões de natureza permanente. MS

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