Entenda como funciona o tratamento de nódulos de tireoide sem cirurgia

Ablação por radiofrequência reduz de 50% a 80% o tamanho do nódulo, melhorando tanto a estética quanto os sintomas


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Marco Seferin é doutor em clínica cirúrgica, especialista em cirurgião de cabeça, pescoço e tireoide (Foto: Tiago Silva)

O programa Troca de Ideias desta quinta-feira (23) conversou com o médico Marco Seferin. Professor no curso de medicina da Univates, ele é cirurgião de cabeça e pescoço e especialista em tireoide, com doutorado em Clínica Cirúrgica pela Universidade de São Paulo (USP). No programa, o profissional detalhou como funciona o tratamento de nódulos de tireoide sem cirurgia.

Conforme ele, nódulos de tireoide, ou caroços como muitos conhecem, são comuns. Seferin aponta que, só no Brasil, pelo menos metade da população desenvolverá um nódulo nesse local. A maioria dos casos são benignos. Porém, o tratamento necessitava, até então, de uma cirurgia com a retirada parcial ou total da glândula para a retirada desse nódulo. Essa glândula é responsável pela produção de hormônios que regulam o organismo.

O médico aponta que a cirurgia é um procedimento delicado e pode provocar alteração na voz do paciente (rouquidão ou perda da voz). Além disso, deixa uma cicatriz no pescoço e pode fazer com que essa pessoa tenha que repor os hormônios da tireoide após o procedimento, tomados sob a forma de comprimidos para o resto da vida.

Foto: Ilustrativa

Seferin ressalta que essa não é a única opção. Uma das alternativas mais recentes é a ablação por radiofrequência. Por esse procedimento, uma agulha ligada a um aparelho de radiofrequência é inserida até o nódulo com o auxílio do aparelho de ultrassom. Essa agulha queima o nódulo, causando sua diminuição após alguns meses. Com isso, os sintomas ou a alteração estética do paciente melhoram.

Conforme explica Seferin, essa é uma técnica muito utilizada na Itália e na Ásia, e que começou a ser feita no Brasil em 2017. O método já é bem desenvolvido nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo e agora está disponível no Rio Grande do Sul. O primeiro procedimento desse tipo no Rio Grande do Sul foi realizado por Marco Seferin em Lajeado, no dia 5 de agosto.

O procedimento é ambulatorial, não necessita de anestesia geral e o paciente pode ser liberado três horas após, retomando suas atividades normais após dois dias. O paciente permanece com a glândula tireoide e, assim, não precisa tomar os hormônios depois. O doutor aponta que nódulo, após a ablação, reduz de 50% a 80% o seu tamanho, melhorando tanto a estética quanto os sintomas.

Benefícios da ablação por radiofrequência:

– Procedimento minimamente invasivo
– Sem cicatriz no pescoço
– Sem necessidade de tomar hormônio para o resto da vida
– Diminui os riscos cirúrgicos


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