Entenda os motivos da Stacione para pedir reajuste de 18% no valor da tarifa da área azul em Lajeado

Concessionária argumenta pela necessidade do reequilíbrio econômico-financeiro da atividade, que teria sofrido uma depreciação de quase 50%


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Supervisor operacional da Stacione Rotativo, Juarez Cardoso Nunes (Foto: Tiago Silva)

A Stacione Rotativo pediu à Prefeitura de Lajeado um aumento de R$ 0,40 no valor da tarifa do estacionamento na área azul do centro da cidade, que saltaria de R$ 2,20 para R$ 2,60 (+18%). De acordo com a empresa, o aumento é reivindicado porque não há mudança na tarifa desde 2018, e nos períodos mais graves de pandemia de coronavírus, houve isenção da cobrança, como também ocorreu na enchente do Rio Taquari em julho de 2020.


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A empresa protocolou o pedido em 14 de julho, e aguarda uma resposta nos próximos dias. Antes de se posicionar, a Prefeitura de Lajeado deve ouvir o Conselho Municipal de Trânsito. O reajuste não depende de aval do Legislativo.

De acordo com a Stacione, o aumento serviria para reparar a elevação dos custos operacionais no período. No ofício, a concessionária argumenta pela necessidade do reequilíbrio econômico-financeiro da atividade, que teria sofrido uma depreciação de quase 50%. A empresa também cita a Lei das Concessões, que versa sobre necessidade de revisões periódicas, para lembrar que a administração municipal poderia incidir em renúncia de receita.

A Stacione Rotativo é responsável por 1,1 mil vagas na área azul. “A gente tem custos operacionais altos. São pagamentos de licenças de softwares, de liberação de uso de equipamentos. Tudo isso tem um custo e é fixo, não tem como mexer nesse contrato”, detalha o supervisor operacional, Juarez Cardoso Nunes. Conforme ele, os ajustes deveriam ser anuais. “A gente vem há três anos sem reajuste, e com todas essas dificuldades que já foram pontuadas”, lembra.

Atualmente, a Stacione tem 30 funcionários, entre administrativo e operacional. A concessionária conta com 18 Parquímetros, um equipamento de custo alto. Porém, eles são pouco utilizados pelos usuários: 88% dos pagamentos são feitos aos fiscais.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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