Entidade de direitos humanos pede o fim dos testes de gênero no esporte

Durante décadas atletas são reprovadas no teste de gênero a que são submetidas.


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Foto: Arquivo

Há anos, atletas mulheres têm que se submeter a testes de gênero antes de competições. Mas, agora, a discussão sobre esta prática controversa do esporte ganhou força novamente e uma entidade de direitos humanos pede o fim dela.

Uma das atletas reprovadas no teste de gênero a que foram submetidas, foi a brasileira Erika, ex-jogadora de vôlei e medalhista olímpica da Seleção brasileira, teve uma quantidade elevada de testosterona detectada em seus exames de sangue e tive que passar por tratamento.

O documento lançou luz sobre um problema que, na verdade, existe há muito tempo. Do início do século 20 até as Olimpíadas da Cidade do México, em 1968, cada federação internacional e o COI (Comitê Olímpico Internacional), tinham a prerrogativa de escolher quais mulheres deveriam se submeter aos testes para verificação de feminilidade.

As escolhidas, muitas vezes, eram obrigadas a permitir que um comitê de médicos inspecionasse seus órgãos genitais. A partir dos Jogos do México, os testes passaram a ser obrigatórios e aos poucos se tornaram menos invasivos, com amostras de saliva e sangue.

Ainda assim, todas as mulheres classificadas para as Olimpíadas tinham que ser testadas.
A situação chegava ao absurdo de as testadas – e aprovadas – receberem uma carteirinha, chamada entre as próprias atletas de “carteira rosa”, na qual se comprovava que eram, de fato, mulheres. A dificuldade em lidar com as atletas intersexo no esporte resultou em uma história de discriminação e constrangimento.

Fonte: Globo Esporte

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