Entidades empresariais do Vale do Taquari emitem nota repudiando lockdown

Documento foi divulgado na tarde desta quinta-feira (4)


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Foto: Reprodução

Com a confirmação da continuidade da bandeira preta em todo o estado do Rio Grande do Sul para a próxima semana, as entidades empresariais Acil, CDL Lajeado e Sindilojas Vale do Taquari emitiram, na tarde desta quinta-feira (4), uma nota de repudio.

De acordo com a nota, “não está nas empresas a causa primária da propagação do vírus. Pelo contrário, as empresas abertas salvam vidas e famílias. Todo o trabalho é essencial à vida!”.

As entidades ainda reforçaram que estão cientes do atual momento pandemia, e se comprometeram a cumprir às medidas de controle, aos protocolos de higiene e distanciamento social.

Confira a nota na íntegra:

Diante da confirmação da continuidade da bandeira preta na próxima semana em todo o Estado, as entidades empresariais Acil, CDL Lajeado e Sindilojas Vale do Taquari manifestam-se contra a adoção do lockdown defendido por alguns setores. Esta medida, conforme o parecer de especialistas e a experiência de países em que a adoção não reduziu a propagação do vírus, provoca, pelo fechamento das empresas, impacto real na sobrevivência da própria comunidade.

Enfatizamos: não está nas empresas a causa primária da propagação do vírus. Pelo contrário, as empresas abertas salvam vidas e famílias. Todo o trabalho é essencial à vida!

Ressaltamos a necessidade da obediência às medidas de controle, aos protocolos de higiene e distanciamento social. É de fundamental importância, principalmente, a real conscientização da comunidade para a não aglomeração em qualquer nível, começando pelas festas de família, grupos de amigos e mesmo a proximidade física entre duas pessoas. Neste sentido, entendemos como estratégica a adoção da técnica do tratamento preventivo, defendida por médicos de nossa região como importante ferramenta no cuidado da saúde de maneira geral e prática adotada de forma exitosa há séculos pela humanidade.

Exigimos, por outro lado, que o poder público municipal e estadual continuem cumprindo – com responsabilidade e rigor crescente – cada um a sua parte nas questões relacionadas ao investimento em equipes de saúde e ampliação da capacidade hospitalar, intensificação da fiscalização, aumento da testagem e a aceleração no processo de vacinação. No âmbito do governo federal, que sejam renovadas as medidas de suspensão dos contratos de trabalho, prorrogação de impostos e facilitação do crédito às empresas e pessoas físicas proibidas de trabalharem.

Governantes: tomem medidas proativas, com trabalho e investimentos no lugar certo, focados. Digam-nos como fazer e não somente o que somos proibidos de fazer, como sustentar a família dos nossos trabalhadores.

Juntos, com iniciativas responsáveis e ponderadas, venceremos o momento difícil!

Não ao lockdown, sim à vida!

#todotrabalhoéessencial.  

6 Comentários

  1. Nesta hora o lockdown é a única medida possível. Ou passaremos morrer todos por falta de atendimentos adequados. Hospitais lotados e UTI além da capacidade! Paremos hoje ou não teremos amanhã.

  2. É triste, vidas são importantes, sim daqui a pouco pode ser eu ou um familiar, pode, mas quem ganha dando chuva ou sol, é fácil falar, na política não tinha covid, agora tem, na hora de pedir voto não saíram na rua, vão sai agora ver o que esse povo que não está trabalhando está passando, eu fico em casa aguniado, pois não posso fazer nada sozinho.

  3. Total apoio as entidades.

    E depois que “salvamos” vidas como iremos sustentar tais vidas? A quebradeira será generalizada.

  4. Sem vidas não tem economia, tem duas falácias nessa nota, uma de que Lockdown não reduz propagação do virus, basta ver os casos dos países europeus, Portugal, França, Inglaterra, para citar alguns, gostaria de saber quem são esses especialistas referidos na nota. Outra é essa “coisa” de tratamento precoce, essa sim uma medida descabida. Pergunto as pessoas que emitiram essa nota qual o estudo científico randomizado com controle placebo duplo-cego que prova que essas drogas que recomendam para esse tal de tratamento precoce realmente tem eficácia contra Covid-19. Se isso funcionasse não teríamos mais de 260.000 mortes e com crescimento acentuado no Brasil. As pessoas disseminam o vírus em todos os lugares por onde circulam, seja onde seja. Como no Brasil não existe uma coordenação nacional no combate a pandemia, é uma bagunça, pois auele que deveria ser o lider da nação nesse momento, apenas ocupa o cargo e não o exerce e ainda faz de tudo para boicotar medidas de controle chegamos onde chegamos. O sisema de saúde, em todo o Brasil está colapsado, gostemos ou não, nesse momento, a única alternativa para diminuirmos a disseminação do virus, agora com cepas muito mais contaminantes, é a circulação estritamente necessária das pessoas, até o lockdown, por 21 dias, o que reduziria drásticamente a circulação do vírus aliviaria o sistema de saúde e possibilita uma abertura posterior gradativa, com rigor nas medidas sanitárias para circulação de pessoas, esse seria o caminho correto. Como foi feito até agora é o preço que estamos pagando. Não temos vacina, não foi providenciada quando deveria ter sido, temos estrutura para vacinar dois milhões de pessoas por dia, vacinamos cem, cento e cincoenta mil por dia, é um descalabro total proporcionado pelo governo federal. Só com a vacina controlaremos essa pandemia, o resto tudo são paliativos, não existe tratamento para a Covid-19, a única alternativa é a vacina que por enquanto está vindo a passo de tartaruga.

  5. É sério isso? O jornal deve cumprir sua função social, divulgar uma nota que não tem o MÌNIMO embasamento científico, com informações FALSAS!!!! Tratamento precoce já foi demonstrado que não funciona por diversas publicações científicas reconhecidas, além da própria ANVISA (para quem não sabe, como estes representantes do comércio, é responsável pela liberação de uso de todos os medicamentos no Brasil) não recomendou seu uso. Nem vou começar a falar dos estudos sobre lockdowns existentes no mundo, onde todos demostraram q funciona e são empregados inclusive em países que servem de modelo, para estes gestoreszinhos, quando falam de economia, tais com Alemanha e Reino Unido que fizeram lockdown mesmo tendo vacinas!!! PAREM, o lucro acima de tudo não vale a vida de 260.000 pessoas, pessoas mortas não movimentam o comércio. TRABALHEM, pró ativamente para reconhecer o trabalho de pesquisadores que criaram a vacina, façam a sua parte no convivio social, cobrem representantes da vacinação (único remédio que funciona), não matem mais gente. E, SIM divulgar noticias falsas MATA, mesmo disfarçada de opinião.

  6. Quando leio este tipo de notícia penso no cidadão que autoriza a divulgação, a instituição responsável por vincular a notícia, e demais envolvidos, e começo a ter dúvidas sobre o carácter destas pessoas! A pandemia mostrou o quanto somos individualista e não sabemos viver em comunidade e NUNCA pensamos no bem comum, só nos que convém! Uma pena!

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