Entre o núcleo familiar não é preciso máscara no Litoral Norte do RS; entenda as regras para o veraneio 

Exigência ocorre para quem for circular na areia. Para o prefeito de Imbé e presidente da associação dos municípios da região, é incoerente proibir a utilização da faixa de praia.


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Foto: Reprodução / Shutterstock

O prefeito de Imbé e presidente da Associação dos Municípios do Litoral Norte do RS (Amlinorte), Pierre Emerim, explicou as restrições que os veranistas terão que cumprir ao irem para o litoral gaúcho em função da pandemia de coronavírus. Ele detalhou as regras em entrevista nesta quarta-feira (23) ao programa Redação no Ar, quando estimou que 3 milhões de pessoas devem passar a virada do ano no Litoral Norte.


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Conforme ele, os municípios se preparam com fiscalização para receber os turistas nesta época do ano, e os comerciantes pediram um voto de confiança em função de a alta temporada ser o período mais importante para a economia local.

Emerim explica que o pedido geral é para a utilização de máscara. Porém, na faixa de praia, há uma flexibilização. Será exigido um distanciamento interpessoal de no mínimo 1 metro entre pessoas do mesmo grupo familiar. Já entre os núcleos familiares diferentes, o distanciamento será maior — 3 metros. O prefeito explica que, considerando que praia é um local aberto, será exigido a utilização de máscaras na praia somente quando o cidadão for transitar de um lugar ao outro. No núcleo familiar, a exigência cai.

O gestor pede bom senso e consciência de cada um para cumprir as regras necessárias. Ele diz que a prioridade é orientação. Porém, em caso de desrespeito generalizado, a fiscalização poderá apertar as regras. “Não vão passar em vão não as pessoas que entendem que praia é um local ‘free’, que pode fazer tudo”, alerta.

Na região, os hotéis e pousadas têm limite de até 75% de suas ocupações. Bares e restaurantes podem operar com horário limite de funcionamento e ocupação limitada em 60%. O presidente da Amlinorte explica que as regras valem para todos os municípios do Litoral Norte do RS, por fazerem parte do plano de cogestão da região. “As nossas restrições, comparadas inclusive com o litoral de outros estados, elas me parecem mais coerentes”, destaca.

Para Pierre Emerim, é incoerente proibir a utilização da faixa de praia. Para ele, a faixa de praia, por ser um local a céu aberto, é mais segura do que ambientes como filas de banco ou estabelecimentos como supermercados.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

 

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