Entregue pelo presidente Michel Temer em janeiro de 2017, a UTI avançada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Estrela ainda não está em uso. Débitos do governo do Estado impedem o funcionamento da unidade, a segunda do tipo no Vale do Taquari. Hoje, apenas Lajeado dispõe de equipamento avançado para o resgate de doentes e feridos. Não há previsão para que o veículo esteja nas ruas.


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A dívida do Piratini com a região é de aproximadamente R$ 770 mil, segundo levantamento do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Taquari (Consisa-VRT). O valor corresponde aos repasses que deveriam ser feitos para garantir a manutenção do serviço. Estão em aberto cerca de R$ 423,4 mil referentes ao ano de 2014; R$ 10,2 mil, de 2015; e R$ 284,4 mil, de 2016. Apenas em 2017, já deixaram de ser pagos R$ 51,6 mil.

Secretário executivo do consórcio, Nilton Rolante assegura que “a União está em dia com os repasses e os 31 municípios atendidos pela entidade também, mas o estado atrasa desde 2014, o que inviabiliza colocarmos mais uma unidade nas ruas”. Para atuar, a UTI avançada de Estrela depende do repasse mensal de aproximadamente R$ 185 mil, sendo R$ 5 mil para a compra de medicamentos e manutenção do carro e o restante para quitar a folha de pagamento de 15 profissionais, entre médicos, enfermeiros e condutores.

Enquanto o Consisa não autoriza o funcionamento, a unidade de Lajeado atende todo o Vale do Taquari. “A avançada de Lajeado faz o atendimento em caso de necessidade, sendo que o Estado ainda tem a possibilidade de terceirizar o serviço, para que nunca falte”, comenta.

Foram entregues 61 ambulâncias para o Rio Grande do Sul. Das cinco que foram destinadas para a região, apenas a de Estrela não está em atividade. As demais estão em Arvorezinha, Teutônia, Taquari e Lajeado, em substituição a unidades básicas.

Repasse

O governo federal libera cerca de R$ 40 mil mensais para cada unidade avançada, enquanto o estado deve pagar R$ 90 mil. Já a básica recebe R$ 13 mil da União e R$ 10 mil do governo gaúcho, além de R$ 100 mil dos 31 municípios que integram o Consisa.

No total, o investimento federal chega a R$ 110 mil e o estadual a R$ 150 mil. O restante é complementado pelas administrações. São 70 profissionais atuando no Vale do Taquari, entre motoristas, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos. As bases da Samu estão em Arvorezinha, Encantado, Estrela, Lajeado e Teutônia. NR

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