Epidemiologista defende a diminuição do período entre aplicação das doses para conter a variante delta

Referência nacional no assunto, Ethel Maciel, pós-doutora pela Universidade Johns Hopkins e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), concedeu entrevista exclusiva à Rádio Independente nesta quinta-feira (15)


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Epidemiologista Ethel Maciel, pós-doutora pela Universidade Johns Hopkins e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) (Foto: Lissa de Paula/Ales)

No programa Panorama desta quinta-feira (15) conversamos com a epidemiologista Ethel Maciel, pós-doutora pela Universidade Johns Hopkins e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A capixaba defende a diminuição do período entre aplicação das doses da vacina contra a Covid-19 para conter a variante delta.

Segundo a epidemiologista, países com a vacinação mais avançada, como Israel e os EUA, estão vendo os casos aumentarem devido a esta variante. “Uma pessoa doente transmite para mais pessoas”, explica a professora.


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“Essa variante conseguiu se adaptar melhor ao nosso organismo. Desta forma, consegue contaminar pessoas que já tiveram covid e que já tomaram uma dose das vacinas que precisam de duas doses para completar a imunização”, informa.

No caso da vacina da AstraZeneca, Ethel recomenda a redução para dois meses, em vez dos atuais três. Quanto à vacina da Pfizer, ela recomenda seguir a recomendação do fabricante, que indica um período de 21 dias entre as doses.

“A gente precisa avançar mais em pessoas com as duas doses aplicadas, em 50%, 60%. Aí a gente começa a ter um impacto grande em internações e óbitos”, comenta.

Apesar disso, a professora acredita que as vacinas já aplicadas estão fazendo efeito e demonstrando os benefícios para a sociedade. A especialista afirma ainda que o país não pode se descuidar das demais medidas de prevenção.

Aplicação da segunda dose é antecipada em Lajeado

O município de Lajeado está organizando um cronograma para antecipar as segundas doses de AstraZeneca a partir desta quinta-feira. As pessoas foram divididas em três dias para evitar a formação de filas longas e facilitar o acesso.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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