Erro Crasso: ganância, ego inflado e ciúmes podem pôr tudo a perder

Se você perceber que esse comportamento vem fazendo parte da sua personalidade, atente-se para corrigi-lo o mais breve possível


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Foto: Tiago Silva

Marco Licínio Crasso foi um político Romano que viveu de 114 a.C. até 53 a.C. e  fez parte do que chamam de Primeiro Triunvirato, uma aliança informal entre Crasso, Júlio César e Pompeu que tinha como objetivo ampliar a dominação territorial de Roma. Crasso ganhou muito dinheiro através da especulação imobiliária, porém foi completamente dominado pela ganância, pelo ego inflado e por ciúmes. A forte aliança começou em 60 a.C. e durou até a morte de Crasso (53 a.C.), que cometeu uma série de erros estratégicos e de falta de planejamento por estar movido pela ganância e pela cobiça de querer obter mais dinheiro, domínio territorial e poder.

Crasso foi morto pelo Exército de Parta na Batalha de Carra, após se recusar a aceitar ajuda e orientações estratégicas. Optou pelo caminho mais curto e permitiu que seu exército fosse atacado por um número muito menor de soldados de Parta, mas que dominavam técnicas de ataque com flechas que surpreenderam Crasso. Há registros de que derramaram ouro derretido na boca de Crasso como forma de demonstrar a sua ganância.

A expressão “erro crasso” é muito conhecida até hoje e serve para apontar pessoas que perdem tudo por cometer falhas inexplicáveis. Possivelmente, você já viu algumas pessoas muito próximas de você que chegaram em patamares extraordinários e perderam tudo por permitir que a soberba, a arrogância e a ganância impedissem essa pessoa de fazer a melhor leitura do cenário. Empresários que conseguem sucesso e acreditam que não precisam mais se aconselhar com ninguém. Profissionais que constroem grandes carreiras e começam a pisar nas pessoas que estão à sua volta. Pessoas que perdem a humildade e deixam inchar suas cabeças de vaidade, tornando-se míopes com relação a realidade que os cerca. A soberba pode ser revelada nos pequenos detalhes, quando pessoas acham que podem pisar nas outras que estão, apenas, cumprindo sua função, como, por exemplo, um garçom que cumpre um protocolo, um porteiro que cobra a carteirinha e o uso de máscara para entrar no clube, um atendente de banco que recomenda que a pessoa aguarde na fila, mas que são escorraçados por aquele que está envaidecido.

Se você estiver atento, perceberá que há muitas pessoas à sua volta cometendo esse tipo de “erro crasso”, pondo em risco tudo aquilo que ela demorou anos para construir. E se você perceber que esse comportamento vem fazendo parte da sua personalidade, atente-se para corrigi-lo o mais breve possível. Pode ser que você esteja assegurando, assim, a continuidade do seu crescimento e garantindo que seu futuro seja muito acima da média. Pense nisso. Forte abraço e até a vitória, sempre.

Gustavo Bozetti (@gustavobozetti), diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

 

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