Escola do Bairro Santo Antônio, em Lajeado, desenvolve jornal comunitário com participação ativa dos alunos

Com o nome Geags, a primeira edição foi lançada na semana passada, com mil exemplares. A ideia é que a publicação seja editada quatro vezes por ano


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O programa Troca de Ideias desta quinta-feira (7) recebeu a diretora da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Santo Antônio de Lajeado, Nadir Hartmann, e os alunos João Vitor da Rosa Gregório José, Vitória Kauany da Costa Jorge e Maria Eduarda Hunhoff. Em destaque no bate-papo a criação de um jornal comunitário na escola.

Com o nome Geags, a primeira edição foi lançada na semana passada, com mil exemplares. A ideia é que a publicação seja editada quatro vezes por ano. Conforme a diretora, o jornal surgiu a partir do projeto Escola Restaurativa, dentro do contexto do projeto Pacto Lajeado Pela Paz e do conceito de comunicação não violenta.

Nadir ressalta que é uma atraente para que os alunos entendem e se envolvam no espírito da iniciativa, que tem o protagonismo dos estudantes em cada página. João Vitor, por exemplo, escreveu um poema especial em homenagem a sua tia. Já Maria Eduarda fez as fotos, carreira pela qual ela tem apreço e pensa em seguir. Já Vitória Kauany foi a repórter.

“Todo o jornal foi produzido essencialmente caseiro. A gente só pagou a diagramação para um profissional. Mas o restante foi todo feito pelos alunos. O Ensino Médio ajudou bastante na leitura e correção dos textos. Tem também trabalho de reportagem de uma aluna do Ensino Médio. Foi tudo feito por professores e alunos. Temos uma professora que trabalhou muitos anos em jornal, então ela tem uma prática anterior à carreira no magistério, e isso nos ajudou muito”, valoriza a diretora.

Na escola, estudantes assistem ao vivo a participação da diretora e dos colegas no programa Troca de Ideias, da Rádio Independente (Foto: Divulgação)

“O jornal tem grande conexão com a comunidade”, explica Nadir Hartmann, ao lembrar que os jovens participaram conduzindo entrevistas com os moradores do bairro. “A escola está com práticas, conforme o próprio jornal retrata, de um espírito muito solidário”, afirma a diretora, ao citar ações como doação de alimentos, almoços solidários, distribuição de roupas e calçados no brechó permanente montado na escola, bem como kits de higiene e realização de oficinas com os pais dos estudantes.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br


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