Escolas poderão abrir e fechar, conforme cor da bandeira: “Isso é muito preocupante”, diz presidente da Amvat

De acordo com a nova proposta, municípios com bandeira amarela e laranja terão autonomia para decidir se retornam com as aulas. Em caso de regredirem para a vermelha, precisarão fechar as escolas.


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Celso Kaplan, o Lelo (PP) (Foto: Rodrigo Gallas / Arquivo)

As escolas poderão abrir e fechar, conforme a cor da bandeira de cada microrregião no Modelo de Distanciamento Controlado do Estado. “Abrir em oito dias e fechar em oito dias. Esta será a nossa realidade se realmente for assim. Isso é muito preocupante”, enfatiza o presidente da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) e prefeito de Imigrante, Celso Kaplan, o Lelo (PP).

A nova proposta é de um calendário facultativo. Desta forma, o Estado dará a permissão para a retomada das aulas, mas a definição de qual será o melhor momento ficará a cargo dos prefeitos, posteriormente das instituições de ensino, e, por último, dos pais e responsáveis. O calendário será válido para municípios em bandeira amarela e laranja.


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A sistemática de abre e fecha, caso seja confirmada, pode causar diversos problemas, já que para o retorno das aulas é necessário ativar uma logística que inclui o transporte escolar, funcionários, merenda, etc. Além disso, o período eleitoral deve tirar profissionais dos educandários. “Como vamos chamar alguém para substituir”, indaga Lelo.

Em reunião realizada nesta terça-feira (25), o Governo do Rio Grande do Sul optou por atender a solicitação da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), e não retomará as aulas na próxima segunda-feira (31), como estava previsto no calendário.

Uma nova reunião está marcada para o dia 1º de setembro, onde deve ser apresentado pelo governo o novo calendário de autorização para retorno das aulas.

Texto: Rodrigo Gallas
web@indepenente.com.br

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