“Esse descontrole não tem como continuar”, afirma promotor, sobre baderna no Universitário, em Lajeado

"É uma lastima termos que destinar investimento de segurança pública para regrar e proibir esse tipo de baderna", argumenta Sérgio Diefenbach


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Promotor Sérgio Diefenbach (Foto: Tiago Silva)

No quadro “Direto ao Ponto” desta quinta-feira (6), o promotor Sérgio Diefenbach abordou o caso de baderna registrado no Bairro Universitário, em Lajeado, no fim de semana. Cenas de agressões, rachas, motocicleta com cano de descarga aberto e gritaria na Avenida Avelino Talini se espalharam pelas redes sociais nos últimos dias.

Conforme o integrante do Ministério Público (MP), não é um problema novo e nem que se resolve hoje. Diefenbach afirma que causa espanto e preocupação que não dá sinais de redução, e sim de aumento. “Os órgãos de segurança têm que estar com olhos e ouvidos atentos”, afirma, em medidas que incluem a possibilidade de bloqueio da avenida, abordagem de veículos e revista de pessoas.

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“O ideal é aproveitar episódios negativos para refletir mudanças no futuro”, aconselha. “Precisamos ter medidas administrativas coletivas de longo prazo”, entende o promotor, porque “é uma lastima termos que destinar investimento de segurança pública para regrar e proibir esse tipo de baderna”.

 

6 Comentários

  1. Agora que a prefeitura passou vergonha de novo (não sabiam o que se passava) vão fechar a rua. A molecada vai procurar outro endereço e horário que o pessoal da segurança está de folga. Tem lei do silêncio, mas o medidor de decibéis fica em um órgão público que fecha na sexta feira a tarde e daí não tem ninguém de plantão para usar o medidor no final de semana…O pessoal que fiscaliza também encerra o trabalho em determinado horário e depois as rua ficam as moscas…O Sr. Promotor deveria acionar quem deveria fiscalizar e não fiscaliza.(acho que é a prefeitura) A população reclama e pouca coisa acontece. Tem baderna na UNIVATES, na Pasqualini, no Americano, nas margens da BR, nos bairros etc…

    • Concordo e muito com as colocações. Fiscalização e punição, para fazer valer as leis que já existem e devem ser respeitadas.

  2. Vão fazer o que com os jovens , não existe um local apropriado para eventos que seja fiscalizado e deixem os jovens ter sua opção de lazer ,não existe um plano das secretaria de lazer ,desporto cultura para jovens ,isso é regra em Lajeado so troca os lugares mas os eventos são iguais ,o caminho do mal recruta jovens porque o sistema muitas vezes não dá opção,e vou deixar bem claro que Lajeado é cidade dormitório poderia ter mais consideração com jovens e pessoas de 30 a 55 anos, quando um pub coloca uma música ao vivo é barrado pela lei do silêncio ,bom não vou nem entrar nesse assunto escreveria um livro , é uma cidade com pensamento de mediocridade hipocrisia,me admiro que querem promover o turismo e projetar o que para o futuro ,prédios e prédios ,carros e lojas, farmácias ,não conseguem nem revitalizar uma praça .

  3. A praça da Lyal virou ponto de drogas e putarias.
    Os vagabundos baderneiros ficam nos dois pontos principais da cidade. A Avenida Avelino Talini é a praça da Lyal. A única coisa que vai funcionar é a repressão total, bombas de gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral, prender todos, levar num ginásio e identificar todos ficar todos é deixar avisados que se reincidir, será prisão.

  4. Infelizmente a realidade é esta, e a sociedade está refém dessa nova realidade…Leis existem, mas os órgãos e agentes perderam poder, prestígio e incentivo pra fazer valer! Não querem correr o risco de um processo administrativo, civil ou penal.
    Não é uma particularidade de Lajeado, o Brasil inteiro enfrenta isso! Cada vez mais se vê juristas, magistrados e advogados especializados em encontrar meios legais pra anular penalidades, prisões e inverter a situação, fazendo do meliante um inocente e do cidadão de bem, um opressor autoritário…

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