Estamos vivendo a morte do emprego e o renascimento do trabalho. É hora de empreender

Estamos dentro da quarta revolução industrial. É hora de adaptação


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Gustavo Bozetti, diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS (Foto: Arquivo / Artur Dullius)

Imagino que a grande maioria de nós já percebeu que as coisas estão mudando numa velocidade cada vez maior. A inteligência artificial vem crescendo, dando mais consistência e embasamento para as decisões humanas. Máquinas estão ocupando o espaço de pessoas que executam algumas funções mais operacionais e automatizadas. Porém, trabalho nunca faltará. Informações da ONU dizem que a população mundial está crescendo, podendo chegar a 9 bilhões de seres humanos até a década de 2050 e até 11,2 bilhões de seres humanos em 2100, mesmo que a curva de crescimento esteja sendo atenuada.


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Ocorre que estes 1,5 bilhões de habitantes que teremos a mais equivalem a boa parte da população total no mundo até 1950, que era de 2,5 bilhões de seres humanos. A boa notícia é que essas pessoas precisarão comer, beber, se vestir, morar, ter lazer, se deslocar, estudar, etc. Os sinais mostram que haverá muito trabalho para quem estiver disposto e preparado. Não foi por acaso que o leilão de 22 aeroportos da semana passada superou de longe as expectativas do governo (ultrapassando 9.000% de ágio em um dos casos). Ou seja, haverão muitas oportunidades para quem estiver disposto a enxergá-las.

Há espaço para quem quiser trabalhar, basta não confundir trabalho com emprego. Vou dar um exemplo: se você analisar em sua vizinhança, verá que, possivelmente, não existem muitas vagas de emprego. Porém, encontrará inúmeras oportunidades de trabalho. Verá que há uma cerca para pintar, um carro para lavar, uma grama para cortar, um jardim para organizar, uma calçada para arrumar, uma vidraça para polir, entre inúmeras outras oportunidades de trabalho. Costumamos dizer que o empreendedor é aquele que olha para onde todos olham e enxerga o que poucos enxergam.

Se este empreendedor tiver preparo e disciplina, logo terá excesso de demanda de trabalho e precisará mais pessoas para ajudá-lo. E com constância nas ações, logo chegará a um padrão de vida diferenciado. É por este motivo que acreditamos que os empregos tendem a diminuir e o trabalho tende a aumentar.

Antigamente, o próprio dono da casa fazia serviços como concertar de um lustre, limpar uma caixa d’água, desentupir uma pia. Hoje, é normal vermos profissionais sendo contratados para fazer esse tipo de trabalho. Enfim. Estamos dentro da quarta revolução industrial. É hora de adaptação. Conte sempre conosco no que se refere a esse assunto. Forte abraço e até a vitória, sempre.

Gustavo Bozetti (@gustavobozetti), diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

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