“Estava com o cabelão lindo, me gostando muito”, conta Raquel Schmidt, que passa por câncer de mama pela segunda vez 

Dentro da temática do Outubro Rosa, a paciente oncológica conta sua história de superação e luta contra a doença


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Paciente oncológica Raquel Schmidt (Foto: Rodrigo Gallas)

“Estava com o cabelão lindo, me gostando muito”, conta Raquel Schmidt, que passa por câncer de mama pela segunda vez. No programa Panorama desta sexta-feira (8), dentro da temática do Outubro Rosa, a paciente oncológica conta sua história de superação e luta contra a doença.

A lajeadense, moradora do Bairro Bom Pastor, havia vencido um raro tipo de câncer de mama que atinge a 20% das mulheres identificadas com a doença. Ela foi diagnosticada em 2016. Foi no banho que ela percebeu algo diferente em seu seio. “Foi o dia que meu chão se abriu”, diz, ao recordar-se.

Naquele período, Raquel passou por oito quimioterapias para reduzir o nódulo e, em março de 2017, fez mastectomia. “O primeiro choque é perder o cabelo”, destaca, ao falar sobre os reflexos que o tratamento causa no corpo. “Perder o cabelo foi um dos momentos mais difíceis, porque o cabelo é a tua identidade”, reforça.


ouça a entrevista 


O retorno do câncer

“Me curei, veio um cabelão cacheado, antes era liso. Aí, no ano passado, numa fase de cabelão e me gostando como pessoa, porque é difícil esta reconstrução após um câncer de mama, descobri uma recidiva do câncer, na mesma mama onde havia feito mastectomia”, relata.

A paciente oncológica havia feito todo o processo de reconstrução de mama, e a doença voltou no mesmo local, atrás do músculo, o que é altamente improvável de acontecer. “Fui uma das sorteadas”, brinca. Raquel voltou a fazer mastectomia e teve a perda do cabelo mais uma vez.

Na entrevista, acompanhada de sua filha, ela conta um momento emocionante do retorno da luta pela vida. Quando o cabelo recomeçou a cair devido ao segundo processo de quimioterapia, Raquel foi até uma barbearia raspar o cabelo. O dono não acreditou e disse para esperar. Após ficar na fila, esperando ser atendida, chegou sua vez. Foi quando contou sua história. Sua filha Natalia filmou o momento. “Foi engraçado. Você imagina, só homens.”

Raquel ao lado de sua filha Natália (Foto: Rodrigo Gallas)

Para a lajeadense, o que mais lhe dá forças nesta luta contra a doença é o apoio da família, amigos e colegas de trabalho.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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