Foi assinado na semana passada o termo de concessão da Cascata Santa Rita, em Estrela. A partir de agora, a empresa porto-alegrense Salis Engenharia poderá explorar o local para geração de energia elétrica, além de executar o Plano de Manejo do espaço. A expectativa da prefeitura é que no segundo semestre de 2018 o espaço já esteja aberto à população revitalizado e com entrada gratuita.

O secretário da Fazenda do município Henrique Lagemann recorda que a movimentação iniciou no ano passado quando ainda respondia pela Secretaria da Cultura Esporte e Lazer. “É um projeto bastante audacioso e social também, porque a gente quer devolver a cascata à comunidade de Estrela e isso envolve muitos trâmites, principalmente ambientais”, comenta.

Auxiliar administrativo Adilson Heleno da Silva e secretário da Fazenda do município Henrique Lagemann. (Foto: Nícolas Horn)

O ano de 2017 será marcado pela obtenção das licenças ambientais e após a execução do plano de manejo do espaço, que foi desenvolvido em 2008. A empresa vencedora da licitação poderá administrar o a área de 16,4 mil m² na Linha São Jacó pelo período de 10 anos, podendo ser renovado por igual período.

O responsável pela fiscalização do contrato Adilson Heleno da Silva destaca que a empresa terá que proporcionar toda a estrutura para os visitantes. “A empresa pelo uso da concessão terá que prover todo o direito de segurança e toda a estrutura no local. Ela tem que fazer o cercamento das zonas de perigo, colocar placas indicativas, áreas propícias para o banho, áreas de lazer, churrasqueiras, lixeiras e banheiros. Tudo isso que está previsto em nosso plano de manejo”, observa.

A empresa da capital gaúcha foi a única a apresentar uma proposta que cumpriu as exigências do edital. O fiscal ainda acrescenta outros compromissos que a Salis Engenharia terá de cumprir junto a administração. “Além dessa contrapartida da execução do Plano de Manejo, a empresa também tem de prover três salários-mínimos que serão destinados ao fundo do meio ambiente, ou seja, esse valor vai ser usado para recuperação das encostas do Rio Taquari.”


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Ainda conforme a prefeitura, a execução da hidrelétrica de baixo impacto não vai gerar zona de alagamento. A partir de uma tecnologia alemã, o projeto-piloto será referência no estado e é visto como uma proposta pioneira na geração de energia renovável. O valor total do investimento é estimado em R$ 5 milhões. NH

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