Estudante de jornalismo supera a deficiência e conquista seu espaço no mercado de trabalho

Dentro do quadro "Sem Preconceito", Leonardo Seibel fala sobre o tratamento diferente das pessoas devido à deficiência.


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Foto: Reprodução / Facebook

No quadro “Sem Preconceito” desta sexta-feira (15) conversamos com o estudante de jornalismo Leonardo Seibel. Ele nasceu sem a visão no olho esquerdo. Resultado de uma doença hereditária chamada glaucoma, que mais tarde também afetou o olho direito —neste, o universitário tem “baixa visão”.

“O preconceito é uma questão complicada. A gente encontra em vários lugares. Em todos os lugares praticamente que a gente vai”, afirma o estudante. Ele vê que não é por maldade, mas por desconhecimento da deficiência. “As pessoas não sabem como tratar o deficiente, sentem um certo receio.”

“Nós, deficientes, temos que lidar com isso. Temos que explicar: ‘o que eu posso, o que eu não posso.’ Precisa de boa vontade das duas partes”, explica sobre a relação com pessoas que tem um tratamento inadequado com portadores de deficiência.

No dia a dia, ele conta que uma das suas maiores dificuldades está relacionada a sua locomoção. Dependendo de onde precisa ir, sempre há alguém que o acompanha. Já em seus trajetos diários, decorou os caminhos e, portanto, consegue realizá-los de forma independente.

Na escola, o uso da tecnologia viabilizou o seu aprendizado de forma facilitada. “Tanto na vida escolar, quanto na acadêmica, a gente passa por algumas adaptações. Sempre com algum auxílio tecnológico que facilite a minha visualização e produção dos conteúdos. Sempre tive esta facilidade e benefício de contar com este auxílio”, relata Seibel.

O estudante de jornalismo é assessor de imprensa na Univates. Na profissão, não encontrou dificuldades na parte de escrita e áudio. Seu maior deficit é com a fotografia pela falta de visão. “A profissão do jornalismo é bem ampla, por isso, acredito que ela é bem acessível para pessoas com deficiência, seja visual, ou qualquer outra”, analisa.

Quando o assunto é acessibilidade, ele acredita que a região está evoluindo, mas a passos lentos. “É uma luta diária”.

Seibel tem o sonho de ser radialista. Já fez um curso na área em 2019, e acompanhou os bastidores da Rádio Independente à época.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

2 Comentários

  1. Sei quanto é dificil teu dia dia tua luta de quebrar bareiras , sucesso afiliado você merece🏆🏆🥇🥇

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