Estudo realizado por diplomado da Univates avalia saúde de estudantes em tempos de pandemia

Tema foi abordado no TCC de Leonardo Fin, diplomado de Educação Física


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No primeiro semestre de 2020, no durante o aumento dos casos de contaminação e mortes ocasionadas por covid-19 no Brasil, o estudante de educação física da Univates Leonardo Fin, orientado pelo professor Carlos Leandro Tiggemann, realizou seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) no qual investigou os níveis de sedentarismo e de sintomas depressivos entre os estudantes da Instituição.

O trabalho foi realizado com a coleta das informações via formulário eletrônico, por meio de dois questionários validados (IPAQ – Atividade Física e PHQ-9 – Sintomas Depressivos). Foram obtidas 529 respostas válidas, com o perfil dos sujeitos respondentes com idade entre 16 e 62 anos (24,95±6,30 anos), tendo participado 392 pessoas (74,1%) mulheres e 137 (25,9%) homens, num total de 62 cursos de graduação e técnicos avaliados.

Leonardo Fin

Fin destaca que os principais resultados apontam que 44% dos estudantes foram considerados sedentários, ou seja, não alcançaram o mínimo de atividade física necessária para a manutenção de sua saúde, sendo essa prevalência similar entre os sexos, diferentes idades e tempo de estudo na Instituição.

Além disso, foi encontrada prevalência de 9,8% dos estudantes com sintomas depressivos moderadamente severos e 4,3% com sintomas severos, apresentando maior prevalência entre as mulheres e nos estudantes mais novos, com até 21 anos. Em relação aos níveis de atividade física, Fin frisa que “há seis anos, fora do contexto da pandemia, os níveis de sedentarismo entre universitários da Univates eram muito semelhantes, ficando em torno de 41%. Mesmo assim, são dados preocupantes em se tratando da saúde dos estudantes da Instituição”.

Além disso, o professor Tiggemann destaca outros achados muito importantes no estudo no que diz respeito às interações entre os sintomas depressivos e a atividade física. “A literatura já apontava o aspecto positivo da prática de atividades físicas no combate e no tratamento da depressão. Nesse sentido, nossos achados confirmaram uma maior prevalência de sujeitos com sintomas de depressão moderadamente severos e severos associados significativamente a sujeitos sedentários e ao maior tempo de horas em que permanecem sentados durante a semana – mais de 40 horas semanais”. O professor complementa que, além dos resultados relevantes, outro dado surpreendente foi a associação dos sintomas depressivos com a prática de atividades físicas vigorosas. “Sujeitos que praticam, durante a semana, atividades físicas mais vigorosas, em que se percebem a respiração e os batimentos cardíacos mais acelerados, tendem a apresentar menor gravidade dos sintomas depressivos”, explica.

Coordenador do curso de Educação Física, o professor Leonardo De Ross Rosa ressalta a importância dos resultados obtidos na pesquisa, tanto no sentido de avaliar a saúde dos estudantes durante a pandemia quanto a possibilidade de implementar ações para auxiliá-los a prevenir e remediar seus sintomas. “A Univates conta com excelentes opções de serviços ofertados pelo Complexo Esportivo e também de apoio psicológico para os estudantes. De qualquer forma, temos que observar o contexto como uma questão individual que acaba por impactar o coletivo, a saúde da comunidade. Uma população sedentária acarreta em inúmeras questões que interferem intensamente na elevação dos custos públicos com a saúde. Ou seja, mesmo que você não seja sedentário, você pode sofrer com isso”, finaliza. AI/VM

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