Estudos sugerem que combinação entre vírus e predisposição genética são responsáveis por hepatite “misteriosa”

Doença atingiu mais de mil crianças no mundo


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Secretário de Saúde de Lajeado, Cláudio Klein (Foto: Tiago Silva)

Em entrevista ao Acorda Rio Grande desta quinta-feira (28), o médico pneumologista e Secretário da Saúde de Lajeado, Cláudio Klein, comentou a publicação de estudos que informam as prováveis causas da hepatite “misteriosa” que atingiu crianças ao redor do mundo.


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Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a doença sem causas aparentes foi registrada em 35 países, atingiu mais de mil crianças, matando pelo menos 21. Os dados afirmam ainda que, pelo menos, 46 crianças precisaram passar por um transplante hepático após terem sintomas graves.

De acordo com Claudio Klein, os estudos apontam para uma combinação entre o adenovírus de variante número 41, o vírus sincicial e uma predisposição genética como possíveis causadores da hepatite “misteriosa”. A predisposição genética seria a mesma que causou os casos graves de pneumonia a partir do coronavírus. Ela apresenta uma “resposta imunológica exagerada, causando uma atividade inflamatória intensa: a hepatite”, ressalta Klein.

A justificativa dessa hipótese menciona o fato de que as crianças não foram expostas a infecções virais por cerca de dois anos, ao longo da pandemia. Quando houve a exposição, a carga viral foi intensa e rapidamente disseminada, o que pode ter contribuído para o número de casos da doença.

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