EUA teriam evitado 40% das mortes por Covid se tivessem indicadores similares a outros países ricos, aponta relatório

Comissão da revista 'Lancet' critica resposta 'inepta e ineficiente' de Trump à pandemia, mas aponta que falhas sociais que existem há décadas também são responsáveis pela situação problemática do sistema de saúde americano, que 'uma vacina não vai resolver'.


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Idosos aguardam para receber a vacina contra a Covid-19 em centro médico da Filadélfia, nos EUA, em foto de 23 de janeiro de 2021 (Foto: Tyger Williams/The Philadelphia Inquirer/AP)

Cerca de 40% das mortes por coronavírus nos Estados Unidos teriam sido evitadas se o país tivesse se mantido com uma taxa média de mortalidade equivalente à de outras nações ricas na pandemia, aponta o relatório de uma comissão de acompanhamento de políticas de saúde pública no governo Donald Trump da prestigiada revista científica britânica “The Lancet”.

Embora a comissão critique a resposta “inepta e insuficiente” do ex-presidente Trump à Covid-19, o relatório afirma que as raízes dos problemas de saúde do país são muito anteriores.

Entre os problemas apontados para o desempenho americano abaixo do de outros países industrializados estão:

  • reação atrasada e inadequada do governo Trump;
  • aumento histórico da desigualdade no país;
  • falta de acesso a seguros de saúde, inclusive pelo enfraquecimento do Obamacare e pelas demissões em meio à crise

A comissão sugere uma longa lista de medidas para reverter as tendências que afetam negativamente a saúde dos americanos. Entre as soluções está a adoção de um sistema de saúde de financiador único (um sistema privado financiado pelo Estado) como o Medicare for All, defendido pelo senador Bernie Sanders durante sua tentativa fracassada de concorrer à presidência pelo Partido Democrata.

Quase 470 mil americanos morreram de coronavírus até agora e cerca de 27 milhões de pessoas foram infectadas. Os números são, de longe, os mais altos do mundo.
Trump é amplamente criticado por não levar a pandemia a sério rapidamente, espalhando teorias da conspiração, desencorajando o uso de máscaras e minando as iniciativas de cientistas e outros que buscavam combater a propagação do vírus.

Fonte: G1

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