Exaustão de treinos físicos preocupa dupla Gre-Nal

Equipes completam sete semanas de atividades restritas, sem previsão para voltar a tratar de uma liberação com Estado e Prefeitura.


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Fotos: Ricardo Duarte / Lucas Ubel

A dupla Gre-Nal completa nesta sexta-feira (26) sete semanas de treinamentos nos CTs Luiz Carvalho e Parque Gigante. Um longo período de preparação, mas pouco evolutivo em alguns aspectos. A limitação a trabalhos individualizados está levando os jogadores a uma certa exaustão de atividades físicas. Os movimentos recentes das direções dos clubes, inclusive com reuniões envolvendo os presidentes Romildo Bolzan Júnior e Marcelo Medeiros, por enquanto, não surtiram efeito. Na classificação do Estado que leva em conta os números da pandemia de coronavírus, Porto Alegre se encontra na bandeira vermelha, o que contribui para a procrastinação dos treinos coletivos.

No último domingo, o prefeito da Capital, Nelson Marchezan Júnior, afirmou que a prefeitura e o governo do Estado poderiam conversar para que houvesse um avanço. “Nos parece que é viável liberar treinos com mais pessoas”, chegou a dizer o prefeito Marchezan, mas sem estipular um prazo para isso. Porém, o esperado encontro entre as autoridades não aconteceu. Ou seja, prefeitura e Estado não trataram da questão nos últimos dias. O tema segue em análise e debate pelo Comitê de Crise do Estado.

No Grêmio, o departamento médico já fala em risco de lesões em função da sobrecarga de trabalhos físicos. “Os treinos foram divididos em três fases: adaptativo, físico e atividade com bola. Estamos prontos para passar a uma próxima fase, precisamos dar um passo à frente”, avalia o médico Márcio Dornelles. “O trabalho tem que evoluir para que não tenhamos processos de lesões por sobrecarga de treinos físicos”, completa. O Grêmio gostaria de implementar trabalhos que envolvessem pequenos grupos, de forma gradual.

Os colorados estão na mesma situação dos colegas gremistas. Todos concordam que a atual situação, que prevê apenas treinos sem contato físico, é melhor do que ficar em casa, como nas primeiras seis semanas após a paralisação do futebol. Porém, a atual rotina já não satisfaz mais. Os dirigentes, inclusive, pediram às autoridades para que haja uma liberação para treinos para um número maior de jogadores, ainda que não de todo o grupo, permitindo pequenos jogos e treinos técnicos e táticos. Porém, ainda não houve uma resposta.

Fonte: Correio do Povo

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