Exclusivo: oficial de Educação do Unicef no Brasil defende volta das aulas

Segundo Júlia Ribeiro, além do aprendizado, escolas funcionam como um ambiente de proteção social


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Julia Ribeiro, oficial de Educação do Unicef no Brasil (Foto: Divulgação)

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) pede o retorno das aulas, paralisadas em função da pandemia. A entidade entende que a falta de atividades presenciais nas escolas prejudicará as futuras gerações. O Unicef afirma que o fechamento das escolas fará com que o Brasil regrida duas décadas em matéria de evasão escolar.

No programa Troca de Ideias desta segunda-feira (19), a oficial de Educação do Unicef no Brasil, Júlia Ribeiro, explicou o posicionamento. “A gente compreende que é importante que a escola esteja aberta, inclusive como ambiente de proteção, que pode servir para apoiar os estudantes e suas famílias”, destaca.


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Conforme o Unicef, as escolas devem ser as últimas a fechar, e as primeiras a reabrirem. Júlia estende essa visão a qualquer emergência ou crise humanitária. A oficial ressalta, porém, que a reabertura deve respeitar e se adequar à realidade local.

Para ela, é fundamental que todo esse processo de volta às aulas seja definido em diálogo com os professores e comunidade escolar na construção conjunta de protocolos.

A oficial do Unicef alerta para a crescente evasão escolar com a pandemia. Conforme Júlia, o país vinha diminuindo o quantitativo de crianças e adolescentes fora da escola. Era cerca de 1,4 milhão de jovens, entre 4 e 17 anos, desvinculados das instituições de ensino. Com a crise da Covid-19, dados apontam que mais de 5 milhões de estudantes não tiveram acesso a atividades de ensino e aprendizagem.

“Certamente, a gente vai sofrer ou perceber as consequências desse longo período de pandemia ao longo das próximas décadas. Obviamente que o longo tempo de fechamento das escoas e dessa não possibilidade de socialização impacta, porque a escola, para além de um espaço educativo, proporciona a socialização, aprender e respeitar as diferenças”, nota.

Júlia defende a escola como um ambiente de proteção social, inserido no sistema de garantia de direitos, que contribui para identificar eventuais violências e violações aos direitos da infância e juventude.

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