Experiência, instrução e disponibilidade: os requisitos para a efetivação em contratos temporários

Pesquisa da Fecomércio-RS aponta que 42,1% dos trabalhadores temporários têm chance de efetivação


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Economista da Fecomércio-RS Giovana Menegotto (Foto: Divulgação)

Uma pesquisa elaborada pela Fecomércio-RS mostra que 33,4% dos estabelecimentos têm a intenção de contratar trabalhadores temporários no final do ano. Essas contratações devem representar incremento de 35,2% na força de trabalho, uma quantidade levemente superior ao ano passado. A boa notícia é que 42,1% dos trabalhadores contratados como temporários têm chance de efetivação após o final de seu contrato.

Para a economista da Fecomércio-RS Giovana Menegotto, os dados são positivos, pois mostram uma retomada do mercado de trabalho após sofrer os impactos da pandemia de coronavírus. As possibilidades de contratações refletem também um alívio nas restrições com o avanço da vacinação e queda nos índices de covid-19, o que favorece a circulação de pessoas e maior movimento no comércio e nos serviços. Dessa forma, a economista analisa que os lojistas estão se preparando para recompor as suas equipes no final de ano, para atender a maior demanda.

A pesquisa também mostra que o processo seletivo, em 55,6% dos estabelecimentos, contará com algum tipo de exigência para o preenchimento das vagas. Entre as exigências, a mais frequente é a experiência (56,1%), seguida de grau de instrução (39,3%). A maior parte (89,6%) dos estabelecimentos que pretende contratar temporários deverá fazê-lo para a atividade de vendas/comercial. Em segundo lugar, aparece para a função caixa/crediário, 20,5%.

Conforme a economista da Fecomércio-RS, experiência, grau de instrução e disponibilidade de horários são requisitos importantes na seleção. Na readaptação das lojas, os empresários têm buscado por perfis com experiências. Porém, Giovana sugere para quem não possui, que demonstre disposição de aprendizado e fazer diferente daquilo que já atuou em sua carreira profissional.

“A gente teve um impacto muito heterogeneizado em função da pandemia, tanto no comércio como nos serviços neste ano”, observa. “Conseguimos ver pelos dados que ainda tem espaço para avançar”, pontua. Apesar dos sinais positivos, o cenário ainda inspira cuidados. A pesquisa mostra que os hábitos de consumo das pessoas mudaram, a renda sofreu uma profunda queda e a incerteza cresceu significativamente. A economista aponta o impacto da inflação no bolso das famílias, especialmente para as camadas mais pobres, o que deixa os consumidores mais cautelosos.

Para o ano que vem, a analista observa que a inflação deve persistir, com juros subindo para tentar controlá-la, encarecendo o crédito, fatores que devem diminuir a renda real mercado de trabalho, ainda em processo de recomposição para voltar ao estágio pré-pandemia.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

 

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