A construção da sede própria da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Doce Infância, no Bairro Conventos, pode ser interrompida devido falha no envio de dados ao governo federal. Iniciada em março de 2016, a obra tinha previsão de entrega para 15 de junho de 2017. Se confirmada, essa será a segunda paralisação.


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Para ter acesso aos recursos da União, cabia à Prefeitura de Lajeado atualizar as etapas da construção no sistema do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A obra está orçada em R$ 1,8 milhão, sendo que inicialmente foi depositada a quantia de R$ 375.660,10. O coordenador de Projetos Especiais da administração, Isidoro Fornari, acredita na aplicação dos recursos. “Esse dinheiro foi gasto na edificação, mas o desenvolvimento do projeto deveria ter sido atualizado”.

Quando esse montante fosse alcançado, a União iria liberar mais recursos. No entanto, por conta da falha, a empresa Pellegrini & Pellegrini, vencedora do processo licitatório, não recebeu pelo trabalho realizado em 2017. “Há meses que trabalhamos sem receber. Não resta outra medida a não ser paralisar a obra”, sustenta o proprietário Nilceu Pellegrini. O débito é de aproximadamente R$ 600 mil.

São dois blocos distribuídos em 1.510 metros quadrados de área construída. A escola Doce Infância funciona em salas alugadas do Colégio Sinodal Conventos. São oferecidas 130 vagas em tempo integral. Com a construção do imóvel próprio, serão abertas 58 vagas. Um dos blocos está na fase de acabamento, enquanto o outro ainda carece de cobertura. “A colocação do telhado foi suspensa pela falta de pagamento”, relata  Pellegrini.

Placa indica a data prevista para o término da obra, em junho de 2017. (Foto: Natalia Ribeiro)

Se não for interrompida, a obra pode ser entregue até dezembro. “Queríamos finalizar o prédio até o fim do ano, mas esse sofrimento está nos atormentando. Funcionários já foram demitidos, o que pode ocorrer novamente”, lamenta o empresário. Cerca de 20 homens trabalham na construção da Emei.

Envolvimento da prefeitura

Para tentar garantir a continuidade da obra, o secretário Fornari viajou a Brasília. Ele também articula o apoio de deputados e senadores visando a liberação dos recursos. “Estive no FNDE, conversando com pessoas envolvidas nesse processo. Inclusive tentamos envolvimento político, para que pudéssemos ter mais rapidez”, conta.

A liberação depende da análise de técnicos do FNDE, visto que os dados já foram atualizados pela prefeitura. “Não estamos discutindo governos. Houve uma falha de informação, por parte da prefeitura. É com isso que estamos preocupados”, garante Fornari. Procurado pela reportagem, Auri Heisser, que foi secretário de Governo durante a gestão de Luís Fernando Schmidt (2013-2016), não quis gravar entrevista. O petista diz que desconhece pendências do projeto.

Relembre

Em 2016, a obra ficou paralisada durante três meses devido informações equivocadas no projeto. Por conta do impasse, a previsão de conclusão saltou de 12 para 15 meses, passando para junho deste ano. NR

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