Falta de iluminação expõe mulher ao perigo

"Quando vi o homem encapuzado saindo do mato, fiquei em choque. Não consegui falar e nem me mexer", relata Jaquelise Kieling, moradora do Bairro Jardim do Cedro, em Lajeado


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Foto: Joel Alves

Moradora do Bairro Jardim do Cedro, em Lajeado, espera diariamente o ônibus da empresa na mais completa escuridão, às margens da ERS-130, em frente ao Clube Esportivo Lajeadense.

São nove anos de ligações para a Prefeitura de Lajeado, Câmara de Vereadores e para o número direto do programa Agiluz. Quando as luminárias são colocadas, queimam em poucos dias, ou quebradas por vândalos. “Não sei mais para quem recorrer. Tenho muito medo, mas tenho que trabalhar”, fala Jaquelise.

Na manhã da última quarta-feira (13), ela passou por um dos seus maiores sustos. Por volta das 6h, enquanto esperava o transporte, um homem saiu do mato ao lado dela. Por estar sozinha e em um lugar de risco, sempre pensou na possibilidade de ser atacada por alguém, então planejava se defender gritando ou jogando algo na pessoa, mas não foi o que aconteceu quando esteve em situação de risco. “Quando vi o homem encapuzado saindo do mato, fiquei em choque. Não consegui falar e nem me mexer”, relata preocupada ela.

Ainda bem que neste momento o ônibus chegou e o homem seguiu seu caminho, mas Jaquelise estava sem reação.

O local é tão escuro que ela não liga a lanterna do celular para não chamar a atenção. “Nem ligo a lanterna do celular para não chamar a atenção”, diz Jaquelise Kieling.

A reportagem entrou em contato com o secretário de Obras de Lajeado, Fabiano Bergmann, responsável pela iluminação pública da cidade. Ele se comprometeu em verificar a situação e resolver a questão da falta de iluminação neste local.

Texto: Joel Alves

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