Família de Estrela faz campanha para custear tratamento de bebê que sofreu AVC

Arthur Pedroso da Silva, de 11 meses, precisa de órtese nas duas pernas, no valor de R$ 2 mil, além de custo mensal com medicamentos e fisioterapias que é de R$ 1,2 mil


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Arthur com seus pais, Mateus e Amanda (Foto: Gabriela Hautrive)

Apesar de ainda ser muito pequeno, aos 11 meses de vida, Arthur Pedroso da Silva, já venceu muitas lutas. Quando tinha apenas 5 meses, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, chegou a ficar em coma e passou 25 dias no hospital, sendo que depois disso precisou retornar outras duas vezes, a mais recente em outubro deste ano. Até então um bebê saudável, Arthur teve uma convulsão antes de ser levado ao hospital e ter o diagnóstico do AVC. Até hoje os médicos não descobriram o que pode ter ocasionado o problema. O menino já fez mais de 60 tipos de exames e não existem resultados que comprovem a causa.


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Família conta com a ajuda financeira para manter tratamento do menino (Foto: Gabriela Hautrive)

A família tem uma despesa de cerca de R$ 1,2 mil mensais com medicamentos e fisioterapias, sem contar o deslocamento com médicos no Vale do Taquari e em Porto Alegre. A demanda mais urgente é a colocação de uma órtese para corrigir os pés do menino, que por conta do AVC ficaram tortos.

Amanda Silva (34), mãe de Arthur, conta que tudo aconteceu quando ele entrou no quinto mês de vida e ela estava no segundo dia de retorno ao trabalho, quando recebeu uma ligação informando que o menino tinha ido para o hospital. “O meu filho convulsionou durante 1h45 sem parar, até que a única solução foi induzir ele ao coma, dai ele foi transferido direto para UTI, ficou mais dois dias em coma induzido e depois mais sete dias em coma natural”, relata.

O quadro inicial era muito grave, a família foi informada que o bebê não iria superar a doença. “Nos disseram que meu filho não voltaria do coma e se ele voltasse ele iria ficar em estado vegetativo. Nos deram uma data e um horário para ele acordar, que seria o protocolo, ele passou 2h17 desse horário e ele voltou do coma”, lembra a mãe. Desde então, Arthur já passou três vezes pela UTI, e divide sua vida com tratamentos e consultas. “Não dá tempo do cérebro dele esquecer as funções, trabalhamos muito com a parte de fisioterapia, ele teve fonoaudióloga, tem terapia ocupacional, neuro pediatra, neuro cirurgião, enfim, são muitas coisas”, diz Amanda.

Por conta do AVC, Arthur ficou com o encurtamento muscular no pé esquerdo devido a perda de movimento que já foi recuperado, mas ainda está em tratamento e precisa de um auxílio maior para corrigir o problema. “Então essa é nossa maior urgência, na perna esquerda, mas ele precisa de órtese nas duas pernas porque em outubro ele sofreu um novo sangramento”, explica a mãe. Órteses são dispositivos que auxiliam no sistema locomotor ou de sustentação e promovem a recuperação, podendo estabilizar, imobilizar, aliviar o corpo, membros afetados ou fornecer orientação fisiológica correta.

A ajuda que a família precisa é financeira, para custear medicamentos e consultas, já que o restante das despesas da casa é possível arcar com o valor oriundo do trabalho do pai, Mateus Pedroso da Silva, que hoje é o único integrante da família que trabalha, já que Amanda atuava no comércio, mas precisou deixar seu emprego para doar o tempo aos cuidados do bebê 24h por dia. “A órtese é cara e precisa trocar pelo crescimento dele, além de talvez ter que trocar de fixa para articulada, e a gente muito gasto com remédio, com medicação, fraldas, lenço umedecido, essas coisas de farmácia com criança, além da fisioterapia particular”, ressalta.

Como ajudar

Quem deseja ajudar Arthur com o tratamento, pode fazer doações através do Site Vakinha Online, com o nome “Ajuda Tratamento Arthur” ou então depósitos através do Pix pela conta Nubank no nome de Amanda Silva: 51984.27.58.83.

Texto: Gabriela Hautrive
reportagem@independente.com.br

 

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