Família realiza campanha para custear cirurgia de criança que sofre com luxação no quadril

Se não realizar o procedimento, em um futuro próximo ela terá que utilizar uma prótese


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Francisco e Nicolle (Foto: Arquivo pessoal)

Uma família moradora do Bairro Campestre, em Lajeado, está realizando uma campanha para custear o tratamento da pequena Nicolle Weber Aires. A menina, de apenas 5 anos, sofre com uma luxação congênita no quadril. Com isso, o fêmur está encaixado fora do lugar na bacia e ela precisa passar para um procedimento cirúrgico para resolver o problema.

Segundo o pai da Nicolle, Francisco Aires, a luxação foi se desenvolvendo com o tempo e descoberta pela família há dois anos. Atualmente, ela já apresenta uma diferença de 2,5 cm de uma perna para a outra e tem convivido com constantes dores. “No nascimento foi feito o teste que eles utilizam para verificar se o quadril está no devido lugar e, naquela ocasião, estava. Com cerca de três anos, quando a Nicolle começou a caminhar, percebemos essa diferença”, explica.


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De acordo com Francisco, desde então Nicolle está na fila de espera do SUS para realizar a cirurgia. No entanto, ainda não existe uma previsão. Além disso, também não há uma garantia da equipe médica que o fêmur de Nicolle será novamente colocado no lugar. Se não realizar o procedimento, em um futuro próximo ela terá que utilizar uma prótese no quadril. “Os médicos dizem que talvez com 10 ou 15 anos já necessite de uma prótese no quadril, além de ficar com os movimentos limitados e conviver com a dor”, detalha.

Para pagar uma cirurgia particular, a família precisa desembolsar cerca de R$ 60 mil. Até o momento, por meio de campanhas que estão sendo realizadas, já foram arrecadados R$ 15 mil, restando aproximadamente R$ 45 mil. “O quanto antes conseguir, melhor. Na verdade essa cirurgia já deveria ter sido feita. Ela é costuma ser feita até os 2 anos de idade. Ainda é possível, só que agora já é um número reduzido de médicos que aceitam realizar o procedimento”, relata o pai.

Além de ter uma garantia da resolução do problema, com a cirurgia particular o tempo de recuperação também é menor. De acordo com Francisco, o procedimento deve durar cerca de seis horas. “Pelo SUS, ela ficaria três meses com as duas pernas engessadas. Já particular, possivelmente não precisa de gesso nas pernas e em 30 dias já está caminhando novamente. Então é uma recuperação bem mais rápida”, conclui.

A campanha realizada pela família da Nicolle pode ser acessada por meio do site Vakinha Online (vaka.me/2778134).

Texto: Artur Dullius
reporter@independente.com.br

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