Famílias que moram às margens da ERS-130, no Bairro Montanha, devem ser realocadas, mas moradores não aprovam

Prefeitura pretende aumentar o trecho e solução seria transferir quatro famílias, duas delas de papeleiros, para outro local do bairro


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Sigmar Luís Deistmann e a família vivem há 18 anos às margens da ERS-130 (Foto: Caroline Silva)

Quatro famílias que vivem às margens da ERS-130, no Bairro Montanha, em Lajeado, devem ser transferidas para a Rua Ruy de Moraes Azambuja para ampliação do trecho. A prefeitura doaria os terrenos. No entanto, a notícia não agradou a todos os lados. Moradores da Rua Ruy de Moraes Azambuja não querem que haja a mudança porque duas das famílias são de papeleiros, e acreditam que o material dos catadores iria prejudicar a área verde existente no local.

Presidente do Bairro Montanha, Mario Carlos Schmidt (Foto: Caroline Silva)

Na semana passada, o prefeito Marcelo Caumo se reuniu com as famílias para tratar do assunto. O presidente do bairro, Mario Carlos Schmidt, fala que acha que o local não é o ideal para esses moradores. “A gente teve a reunião e o pessoal não está querendo que eles vão para essa área. Eu mesmo passei por lá e achei que não é um local ideal para eles irem morar”, comenta.

O vereador Lorival Silveira (PP), que também participou da reunião, conta que é o começo de uma conversação e que devem buscar outras alternativas. “Os moradores me procuraram com a insatisfação dos moradores das margens da ERS-30. A comunidade não está aceitando a transferência desses moradores para dentro do bairro, mas não está nada definido ainda. Isso está sendo discutido para chegarmos numa forma que não crie revolta junto aos moradores”, explica.

“Não nos querem lá”

O papeleiro Sigmar Luís Deistmann mora há 18 anos as margens da ERS-130. Ele e a família devem ser transferidos do local e estão de acordo, mas lamentam a contrariedade dos moradores que residem no local onde seriam realocados. “A gente não é contra sair daqui, mas queremos um lugar bom, queremos uma casa. A prefeitura queria dar seis meses de aluguel, mas para gente não adianta, queremos logo uma casa própria. O pessoal disse que não tem nada contra nós, mas não nos querem lá”, conta.

Moradores do Bairro Montanha protocolaram um abaixo-assinado junto à prefeitura pedindo a não transferência dessas quatro famílias. Mais reuniões devem ocorrer. O inquérito tramita junto ao Ministério Público.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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