Famurs espera que até o fim de julho iniciem obras de loteamentos em diversos municípios gaúchos

Novo programa prevê auxílio de até 30% do valor da residência para famílias da classe média


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Foto: Famurs/Igor Flamel/divulgação

A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) tenta agilizar os processos para liberação efetiva de recursos por parte do Governo Federal aos atingidos pelas enchentes no estado. O presidente da entidade e prefeito de Barra do Rio Azul, Marcelo Arruda, concedeu entrevista ao programa Panorama desta terça-feira (9) e revelou estar otimista com o início de obras em loteamentos para diversos municípios até o fim deste mês de julho. Outro avanço foi direcionado à classe média, com o auxílio de até 30% da nova habitação para as famílias.


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Arruda reconheceu que houve dificuldades no preenchimento de cadastros para obter recursos da Defesa Civil para obras de recuperação. Isso porque os projetos previam melhorias com relação a estruturas destruídas pelas enchentes. A burocracia resultou na elaboração de laudos técnicos que atrasaram a liberação dos valores. No entanto, com relação aos programas habitacionais, há a expectativa de que as obras iniciem em diversos municípios ainda neste mês. “Acredito que vamos ter bons avanços e, cobrando esse cronograma, realmente que a gente consiga agora em julho ter todos os encaminhamentos pra começar a ver essas obras no final do mês, acontecer os loteamentos e as obras de melhorias”, considerou.

Dentro dos programas estabelecidos pelo Governo Federal, a boa notícia é um novo auxílio para a classe média, com renda familiar superior a R$ 4.100. A ajuda pode variar de 20% a 30% do total do valor financiado, servindo como uma entrada para o projeto habitacional. Há um diálogo com o Governo do Estado para que também seja repassado mais um percentual de auxílio. “Era uma defesa que a Famurs estava fazendo para gente olhar para as pessoas que pagam tributos e perderam aquele seu patrimônio que era tudo, era sua casa”, relatou Arruda.

Os pleitos para acelerar os processos e diminuir a burocracia foi encaminhados durante a Marcha dos Prefeitos Gaúchos a Brasília, na última semana. Na ocasião, os municípios também solicitaram ajustes nos repasses destinados através da arrecadação do ICMS. O presidente da Famurs explicou que as perdas chegam a R$ 2 bilhões e há a necessidade de recursos para a manutenção da máquina pública, que ficou sobrecarregada com o atendimento aos munícipes após as enchentes que atingiram o estado. “A marcha dos prefeitos foi neste sentido, de pedir agora neste momento a equalização do ICMS de maio e junho e a gente voltar a conversar em setembro se vai precisar de um novo reforço”, finalizou.

Texto: Gilson Lussani
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